segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Como ser parceiro do Novembro Laranja em 2014?

Criamos a Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido em 2009 para realizar ações de conscientização durante o mês de novembro, quando se comemora o Dia Nacional de Conscientização do Zumbido (11 de novembro). 
Em 2014, a ação presencial será no domingo, 09 de novembro, no Parque do Ibirapuera em São Paulo. Mesmo não sendo de SP, você pode nos ajudar! 

1. O que oferecemos?

• Informação de qualidade, disponibilizada em nossas redes sociais e na forma de folder específico;
• Camisetas da campanha; 
• Cópias impressas do folder explicativo com os logos dos apoiadores;
• Versão eletrônica do folder explicativo para você reproduzir na quantidade ideal para o evento na sua região.

Gostou? Quer participar? Mande seu nome completo, profissão, instituição pública ou privada que deseja ser parceira por e-mail para contato@institutoganzsanchez.com.br.

2. O que pedimos?

• Acesse as dicas assinadas em nossas mídias Facebook (Instituto Ganz Sanchez), Instagram (@zumbidonoouvido), Twitter (@zumbidonoouvido) e blog (http://tanitganzsanchez.blogspot.com.br/) e divulgue-as ao seu público, aumentando o alcance da Campanha em sua região. 
• Se você for de São Paulo, acompanhe nossa ação física no Parque do Ibirapuera no dia 09/11; senão, acompanhe nossas notícias.
• Vista laranja, tire fotos do Novembro Laranja em sua região e nos envie para divulgarmos sua iniciativa. A dica é sempre colocar a hashtag #NovembroLaranja para que possamos localizar e divulgar sua foto.

Agradecemos sua ajuda no crescimento e sucesso do Novembro Laranja! :)




segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Calmantes para dormir? MUITO CUIDADO!

Para todos os pacientes que atendo no consultório, independente dos motivos que os levaram à consulta, pergunto quais medicamentos estão em uso no dia-a-dia de cada um. Fico pasma de ver como cada vez mais pessoas usam algum calmante (com receita médica controlada) para dormir...
Eu concordo em gênero, número e grau que dormir bem é fundamental para uma qualidade de vida mínima e para manter um equilíbrio emocional razoável.


Também compreendo que algumas pessoas vivem uma vida com taaaantos problemas e com tãããão pouca habilidade de lidar com eles, que a opção mais fácil é recorrer a uma medicação. Isso de fato pode ajudar as pessoas a terem uma ou várias noites melhores, mas... ATENÇÃO!!!

1. Dormir às custas de calmantes não resolve os problemas da vida de cada um. Por isso, se você não se mexer, os problemas continuam e já tem grande chance de você ter que prolongar os medicamentos. Por isso, analise o que VOCÊ pode fazer para melhorar! Mesmo quando você acha que o problema é por causa do comportamento da pessoa A ou B, pense bem como VOCÊ pode mudar seu comportamento para ajudar a resolver tais problemas... um passinho de cada vez faz diferença. Puxar a responsabilidade para si mesmo pode lhe dar mais opções de sucesso do que ficar eternamente se fazendo de vítima da situação.
2. Muitos dos calmantes prescritos de rotina por aí, em especial os benzodiazepínicos, PIORAM a qualidade de sono. Entenda bem: por mais que eles façam você dormir mais cedo, a qualidade do sono depois que você fecha os olhos é muito diferente do sono natural. Por isso muitas pessoas acordam ainda com a sensação de cansaço.
3. O mesmo acontece com a bebida alcóolica. Segundo um dos meus ótimos professores nas aulas de Distúrbios do Sono, “álcool é garantia de noite agitada”. Funciona da mesma maneira: dá sono antes, mas a qualidade fica comprometida. Por isso, o hábito de “beber para acalmar” pode não ser a melhor estratégia para quem tem distúrbios do sono.
4. Uma pesquisa franco-canadense publicada na British Medical Journal alertou para o risco do uso prolongado (mais de 3 meses) de benzodiazepínicos à demência, aumentando em até 51% a chance de desenvolver o Mal de Alzheimer.

Precisam de mais argumentos??? Vamos ser felizes, gente! Resolver os problemas que a vida nos coloca é uma arte! Jogar o lixo (mágoas, decepções, raivas) para fora é fundamental pra nos colocar no caminho certo!!!


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Barotrauma: o que é e como evitar?


Você deve ter lido recentemente que o cantor Justin Bieber, um dos queridinhos das adolescentes, vai operar os ouvidos. Por mais que ele e todos os cantores sejam do grupo de rico para lesar os ouvidos pelo som alto, a cirurgia não vai ser por causa disso, não. 
Segundo fontes, ele teve uma ruptura do tímpano (membrana interna que separa o ouvido externo do ouvido médio) durante uma brincadeira em que saltou de um penhasco para o mar. Provavelmente ele teve um barotrauma, ou seja, uma lesão por diferença abrupta de pressão atmosférica. 

Fica mais fácil entender se lembrarmos que todos nós sentimos algo diferente nos ouvidos – em geral uma sensação de tampado – durante a subida ou descida de carro para o litoral, em decolagens e aterrissagens de avião, em mergulhos de apneia ou de cilindro, em saltos do trampolim ou até mesmo em determinados elevadores modernos de edifícios altos que sobem ou descem muito rápido. Isso é normal, dura pouco tempo e significa que os nossos ouvidos estão tentando equalizar essa diferença de pressão atmosférica.

Entretanto, em algumas situações os ouvidos não conseguem equalizar a mudança de pressão. Nesses casos, a sensação de entupimento dos ouvidos dura mais tempo e pode ser acompanhada de dor, ruptura dos tímpanos ou sangramento no ouvido médio. Aí sim, fica confirmado o barotrauma. E pasmem... muitos dos barotraumas no ouvido acontecem em pessoas que têm problemas de NARIZ, ou seja, que estão resfriados ou em crises de rinite ou sinusite, já que esses problemas respiratórios dificultam a equalização da pressão no ouvido.

Um pulo do penhasco implica que o cantor estava alguns metros acima do nível do mar. Quando pulamos na água, existe grande diferença de pressão atmosférica quando aprofundamos do 1º para o 2º metro. O fato dele ter pulado do penhasco deve ter feito os tímpanos estourarem durante essa fase do mergulho. Quando a perfuração do tímpano não se cicatriza espontaneamente, é necessário fazer uma cirurgia para fechá-la artificialmente, pois o tímpano íntegro é parte importante do processo de audição normal.


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Cerumen (cera) impactado: o que é? Quem pode me ajudar?

Se você ainda acha que cera é sujeira, vamos mudar sua ideia HOJE!!! Como é que a natureza perfeita ia colocar sujeira dentro do nosso ouvido, justo um órgão tão importante para a qualidade de vida? Não faz sentido nenhum, certo?
Pois é... a cera (ou cerúmen) é absolutamente normal e deve estar presente em quantidades normais no nosso conduto auditivo (canal do ouvido). Ela serve de proteção, pois mantém o pH estável e evita infecções pelos detritos ou micro-organismos da água, poeira e areia. O conduto auditivo tem, em média, 3cm de comprimento até chegar ao tímpano. Nele existem pelos que se movimentam lentamente para fora, tendendo a jogar a cera para fora (mas só aquela que já foi usada).
Por isso, o ouvido faz sua auto-limpeza sozinho, sem precisar da ajuda (e do perigo) da limpeza exagerada (sim, quem acha que a cera é sujeira tende a limpar sempre, como se fosse falta de higiene). Pense assim: sujeira a gente põe para fora; proteção, a gente quer dentro!



E quando ocorre a cera endurece e entope os ouvidos?
O cerume impactado (ou rolha de cera) acontece quando há excesso de produção de cera ou quando um cotonete empurra a cera para dentro, impedindo sua saída natural. Quanto mais tempo a cera já usada fica dentro do ouvido porque não consegue sair (vejam bem, porque o cotonete faz um “desserviço” ao ouvido!), mais ela fica dura, escura e impactada, podendo causar perda auditiva e zumbido.
Muitas pessoas acham que quando limpam a orelha com hastes flexíveis (cotonete) estão fazendo sua higiene, quando na verdade estão empurrando a cera para dentro do conduto auditivo externo. Além disso, são muito frequentes acidentes com as hastes flexíveis, que podem causar até perfuração timpânica trazendo perdas irreversíveis.
Para evitar que o cerume se acumule, limpe apenas a parte mais externa da orelha durante ou após o banho, sem introduzir nada no canal. Pode ser com a toalha ou lenço umedecido envolto no seu dedo mindinho.

Quais os sintomas?
A sensação que o cerume impactado causa é de ouvido entupido, perda de audição ou zumbido. Se perceber isso, procure um otorrino pra confirmar o diagnóstico e fazer uma lavagem de ouvido. Evite pingar remédios, a menos que tenha sido orientado!


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Poluição sonora: os estragos vão além do ouvido!

Quem acha que a poluição sonora causa “apenas” uma perda auditiva está muuuito enganado! No mundo de hoje, conviver com barulho é algo comum para todas as idades. Muita gente até se acostuma e não sofre tanto quanto outros. Mesmo assim, alguns estragos podem acontecer aos poucos no organismo, mesmo nas pessoas que não se incomodam.

É claro que o ouvido é o principal “alvo” da poluição sonora, pois ele é a porta de entrada. E é claro que a perda de audição realmente pode acontecer! Só que, antes dela ser percebida, dois outros ALERTAS de problemas no ouvido acontecem precocemente e devem ser mais valorizados: o zumbido e a intolerância a sons.

Várias pesquisas comprovam que a poluição sonora afeta outras parte do corpo e pode causar irritabilidade, piora da qualidade do sono, doenças cardiovasculares e dificuldade de aprendizagem em crianças.

Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já reconhece a poluição sonora e seus efeitos sobre crianças e adolescentes como um problema de saúde pública. Nessa idade, os mecanismos para lidar com o estresse são menos eficazes, portanto a irritabilidade, dificuldade de concentração e frustração têm efeito direto no desempenho escolar.

Nossa dica: dê uma avaliada nos locais que você mora e trabalha para ver se está exposto(a) a barulhos frequentes. Avalie também sua exposição a barulhos na vida social, pois os estragos podem aparecer mesmo em situações de lazer!


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Brinquedos sonoros podem prejudicar a audição do seu bebê

Muitos pediatras defendem a estimulação precoce dos bebês. Uma forma de fazê-la é deixar o bebê em contato com objetos diferentes para que ele possa “se divertir” enquanto está acordado. A visão é estimulada pelas cores desses objetos, o tato pelos diferentes tecidos e a audição, pelos sons emitidos. Por isso, as mamães adoram enfeitar o berço dos bebês com brinquedos sonoros. É um modo de entretê-los e acalmá-los..., MAS precisamos prestar atenção no nível de ruído!

Os ouvidos dos bebês são sensíveis e estão em processo de maturação. Alguns brinquedos sonoros emitem sons particularmente agudos e altos. Lembro bem da fase que minhas filhas eram bebês: eu até colocava uma fita adesiva em cima do microfone de alguns dos presentes sonoros que elas ganhavam para garantir que não ultrapassem 80 decibéis. Hoje em dia, com os smartphones, é fácil baixar um aplicativo que ajude a medir o nível de decibéis dos brinquedos e dos sons que chegam ao berço dos nenês.

A Organização Mundial da Saúde anuncia que um barulho de 70 decibéis já pode ser desagradável para alguns ouvidos, embora muitos não se incomodem nesse volume. Porém, acima de 85 decibéis já começa a haver risco de lesão do ouvido, mesmo para quem não se incomoda com esse volume mais alto.

Por isso, o contato frequente com brinquedos barulhentos pode lesar os ouvidos de crianças de 0 a 3 anos, de modo irreversível. Quando isso acontece, pode prejudicar também o desenvolvimento da fala e o aprendizado de um modo geral.

Percebeu o tamaaaaaanho do problema?? Quando for comprar um brinquedo para o seu filho, confira se ele tem o selo de qualidade do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) e da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos). Esse selo garante que os brinquedos não trazem risco à segurança e saúde da criança, pois passaram por diversos testes ante de chegar às prateleiras.


terça-feira, 26 de agosto de 2014

Zumbido e audição podem NÃO estar associados?

O zumbido com muita frequência tem associação com algum grau de perda auditiva. Entretanto, em outros casos, ele pode estar associado a problemas emocionais (ansiedade ou depressão) e a dores frequentes na vizinhança do ouvido (cabeça, face, pescoço e ombros).

Dores musculares (chamadas dores miofasciais, por causa da fáscia – camada que recobre os músculos) em músculos próximos ao ouvido podem provocar sintomas reflexos, como zumbido, dor em pontadas, ouvido tampado e até tonturas. Nesses casos, a dor provoca o zumbido ou interfere temporariamente com seu volume.

Nesses casos específicos, a fisioterapia voltada para o tratamento dos músculos pode ajudar a melhorar os sintomas relacionados (zumbido, dor em pontadas, ouvido tampado e as tonturas citadas acima). As sessões visam restabelecer a condição muscular, melhorar a amplitude dos movimentos, aumentar a força dos músculos e controlar a dor. Vale lembrar que quanto mais próximos do ouvido, maior a chance de haver relação com o zumbido.

Então, atenção pessoal!!! Se estiverem sentindo dor na cabeça, no pescoço ou nos ombros relatem isso ao otorrino para que sejam avaliados e, se for o caso, tratados por um fisioterapeuta.