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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Perfil de personalidade pode ter relação com o sofrimento do zumbido

Cada vez mais pessoas têm zumbido no mundo todo e, diferente do que se pensa, isso não é exclusividade dos idosos. Até crianças e adolescentes têm zumbido com frequência, porém a maioria deles não se incomoda com a presença do som.

Por isso, cada vez mais os pesquisadores entendem que “não basta ter zumbido”, algo mais tem que acontecer para que o sofrimento com ele apareça.

Uma das possibilidades tem a ver com o perfil de personalidade. Todo mundo sabe que a vida oferece inúúúmeros motivos para uma pessoa se estressar, ficar ansiosa ou deprimida... mas nem todo mundo fica!! Alguns têm uma habilidade natural (ou aprendida) para lidar melhor com as dificuldades ou para  aceitar melhor as perdas do que outros.



Pesquisadores do National Institute for Health Research (NIHR) em Nottingham descobriram que as pessoas solitárias, preocupadas, ansiosas ou com instabilidade de humor têm mais incômodo com o zumbido do que outras pessoas. Portanto, concluíram que as pessoas com perfil de personalidade neurótico têm mais tendência de sofrer mais com o zumbido.

Outras pesquisas já haviam demonstrado que o perfil perfeccionista e metódico também. Por isso, hoje eu aceito numa boa que “não basta ter zumbido”; precisamos ver “quem” tem esse zumbido – identificar o perfil de personalidade faz parte dessa abordagem mais holística, ampla e profunda que nós fazemos de rotina no Instituto Ganz Sanchez, olhando a pessoa como um todo.

Por isso, em paralelo com o tratamento do zumbido, procure levar uma vida com mais acesso ao lazer/prazer, mesmo sabendo que isso é difícil em algumas profissões. Lembre-se SEMPRE: procurar ajuda médica precoce faz toda a diferença para o sucesso do tratamento!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Vamos recapitular?


Falamos muito sobre zumbido esse ano, né? Por via das dúvidas, vamos dar uma recapitulada?

Quando fomos no Programa Bem Estar da última vez eles fizeram uma ilustração bem bacana. Então vamos lá:


Entre as causas estão a poluição sonora (principalmente a que nós mesmos provocamos, usando som alto ou exagerando na balada sem tampões e descanço); a alimentação, quando é rica em açúcar, cafeína ou gordura; o estresse; o envelhecimento, já que a perda auditiva também pode causar zumbido; o cigarro (que faz mal pra tudoooo); excesso de cera e, em casos mais raros, tumores.

Prevení-lo é muitooo mais fácil que remediá-lo. Usar tampões ou protetores quando for ficar em ambientes com muitos ruídos; descansar o ouvido, dormindo sem música ou televisão; manter o volume dos aparelhos de som e do fone de ouvido na metade da capacidade; só tomar até 3 xícares de café por dia; evitar gorduras e frituras; não pular refeições para não ficar muito tempo em jejum são coisas ao alcance de todos!

E ainda tem aquelas nossas dicas clássicas, que quase já viraram mantras:

1-     Zumbido tem tratamento, sim!
2-     Quanto mais cedo cuidar, maior a chance de melhora significativa ou até de cura (sabiam que o Instituto Ganz Sanchez está pesquisando casos de cura junto com a Itália?).
3-     Zumbido não é normal, mesmo depois da balada ou show. Mesmo que dure pouco, é um dos primeiros sinais de que seus ouvidos são vulneráveis a som alto.
4-     Não aceite “você terá que se acostumar com o zumbido” como resposta. Mesmo que ele não suma totalmente, pode melhorar parcialmente e isso certamente vai ajudar você.
5-     Procure um profissional que se importe com o zumbido; felizmente, há cada vez mais deles por aí!

Nem um de nós az milagres, pelo menos por enquanto J Mas enquanto tiver gente pensando que zumbido não tem tratamento nenhum, falaremos incansavelmente sobre tudo o que já conseguimos ampliar os horizontes nesses quase 20 anos de estudo e muito trabalho!