Mostrando postagens com marcador zumbido no ouvido. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador zumbido no ouvido. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Pesquisa sobre Cura do Zumbido: vamos entender?

Hoje proponho um “brainstorm” coletivo com essa leitura. A Ciência reforça que pesquisas confiáveis sobre tratamento devem seguir um método rígido chamado Ensaio Clínico Randomizado (ECR) para diminuir a chance de erros na interpretação dos resultados. Por exemplo, não basta dar um medicamento para 100 pessoas e ver se ele funciona ou não... é necessário dividir as 100 pessoas em 2 grupos, por sorteio, de modo que metade vai tomar o tal medicamento e metade toma placebo (substância que não faz efeito). Além disso, nem o médico nem o paciente devem saber o que cada um está tomando (apenas uma terceira pessoa sabe de tudo).

Admiro este método rigoroso, mas tenho minhas frustrações com ele. Como o zumbido é cheio de variáveis, parece improvável que um ECR realmente mostre o caminho para a cura. Assim, me atrevi a criar uma pesquisa alternativa e simples: encontrar ex-sofredores de zumbido que se consideram CURADOS, ou seja, fazer o contrário dos outros – aprender com quem JÁ SE CUROU!
 
Incluímos pessoas que tiveram zumbido diariamente por pelo menos 3 meses (de qualquer causa) e já estavam curados há pelo menos 6 meses. EXCLUÍMOS pessoas que não se incomodam com o zumbido, mas ainda o percebem em baixo volume.
 
Já entrevistamos os primeiros 50 pacientes. Aqui vai o resumo dos resultados:
- a idade deles variou de 14 a 89 anos de idade (média de 53,78 anos). Por algum motivo, 72% eram mulheres (não sei explicar, mas adorei essa parte!). A duração do zumbido variou de 3 meses a 40 anos (média de 5,83 anos, ou seja bem crônico!). Você pode imaginar alguém com zumbido por 40 anos e depois se cura? Nenhum pesquisador acreditaria nisso!

- o incômodo que o zumbido causava era tão importante como o de qualquer pessoa. Na escala de 0 a 10 de incômodo, 80% davam nota de 7 a 10 para o zumbido. Vários tinham alterações no sono, na concentração, no equilíbrio emocional ou na vida social.

- 58% tinham zumbido do tipo tom puro (apito, cigarra, grilo etc) e sempre havia outros sintomas junto, sejam eles do próprio sistema auditivo (perda auditiva, ouvido tampado, intolerância a sons ou tontura), ou do sistema somatossensorial (dor de cabeça, no pescoço ou na articulação temporomandibular) ou do sistema digestivo (jejum prolongado, abuso de doces ou cafeína).

- 52% tinham audiometria normal nas frequências de 250 a 8000Hz.
Agora pasmem... o período que essas pessoas já estão curadas variou de 6 meses a 37 anos, com média de quase 10 anos! Além disso, 60% fizeram apenas uma ou duas tentativas de tratamento, o que sugere que existe um subtipo de zumbido que é FÁCIL de curar. Isso é exatamente o que precisamos descobrir: qual é a chave que “abre a porta” do sucesso.

Os tratamentos que os próprios pacientes acharam responsáveis pela cura foram: medicação (42%), técnicas de terapias manuais ((10%) e aparelhos auditivos convencionais (sem gerador de som – 6%). Um número menor de pessoas atribuiu a cura à espiritualidade, ao poder da mente, à placa oclusal, ao aconselhamento,  à dieta, à mudança da cidade para o campo etc.

Agora vem o brainstorm: esses casos se curaram com tratamentos que falharam em pesquisas do tipo ECR (expliquei lá em cima, lembra?). Por isso, acho que a Ciência precisa urgentemente REPENSAR a maneira de planejar e interpretar o ECR, evitando menosprezar tratamentos que não superam o placebo quando aplicados para zumbido em geral. É mais lógico entender que misturar um grupo de pessoas com zumbido pode ser uma falha grave nas pesquisas, por isso, um tratamento que “falha” poderia funcionar melhor se fosse direcionado para subgrupos específicos de zumbido. Esse, SIM, me parece ser o segredo do sucesso!

Depois de entrevistar esses pacientes, naturalmente passei a acreditar ainda mais na cura do zumbido. Curar-se é como alcançar a linha de chegada, ou seja, percorrer 100% da jornada: não é num único pulo, mas aos poucos!

CONCLUSÃO: o estudo dos primeiros 50 pacientes que se curaram evidenciou que a cura do zumbido pode ser obtida por meio de diferentes estratégias e por um período de tempo longo e estável. Pertencer ao sexo feminino e ter um zumbido do tipo tom puro com audiometria normal podem ser fatos relevantes, mas não necessários para a cura.

Este trabalho foi apresentado como convite para a Sessão Presidencial do XII International Tinnitus Seminar e I World Congress of Tinnitus, que foi realizado de 22 a 24 de maio de 2017 em Varsóvia, Polônia.


Se você conhecer alguém que tinha zumbido e não tem mais, escreva para contato@institutoganzsanchez.com.br. Obrigada!

quinta-feira, 7 de maio de 2015


Ser MÃE - com letras maiúsculas - realmente é um dos maiores aprendizados que a vida pode dar às mulheres.


Espero que você tenha EMOÇÕES gostosas e reconfortantes quando pensa nessa palavra:
- seja por lembrar da sua mãe, mesmo que ela não esteja tão perto
- seja por lembrar da sua avó, mesmo que ela não esteja tão perto
- seja por lembrar de você, mesmo que seus filhos não estejam tão perto

Como qualquer aprendizado, quem disse que é fácil ser MÃE? Afffe!!!
Maternidade é muito mais do que dar à luz, alimentar, vestir e colocar para dormir. 
Isso qualquer uma faz. O difícil, pelo menos para mim, é o malabarismo de me equilibrar o tempo todo na corda bamba,jogando SEIS bolas para cima e pegando-as sem deixar nenhuma cair e quebrar.

1ª bola: nosso papel de moldar a personalidade dos filhos 
naquilo que é possível, QUANDO possível (sim, tem tempo para isso e quanto antes, melhor)
e COMO possível (sim, tem jeito para isso, mas eu não sei exatamente qual é...), 
sempre para o bom caminho. 
Afinal, 
pus duas filhas no mundo achando que elas vão ser boas e felizes!

2ª bola: ter que ser bom exemplo (quase) o tempo todo para que eles não pensem que seu lema predileto é "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço" (desmoralizante, né?). Essa bola foi motivadora para meu amadurecimento logo na primeira gestação. Sou dura comigo mesma e não me permito errar com o que já errei antes (a autocobrança chegou aqui e nunca mais saiu, rs).  

3ª bola: achar que eles vão valorizar nossos bons exemplos, mesmo quando alguém chega com a tentação: 
"ahh, deixe de ser careta, que mal faz só um pouquinho?"(um pouquinho de qualquer coisa que você ache que pode estragar seu filho) Esse é um dos meus sonhos. Será que elas vão ter esse discernimento e vão aprender com as ciladas da vida? Ai, que bola difícil de equilibrar!

4ª bola: entrosar as diferenças de personalidade, para que um sempre entenda o outro, mesmo quando não concorda. É o segredinho da receita para que o amor, a harmonia, a paz e o diálogo estejam sempre presentes dentro de casa. Essa é a bola mais frágil e a que mais me cansa equilibrar... mas é a que mais vale a pena!

5ª bola: ensinar, desde sempre, a lição de que "combinado é combinado". 
Sua palavra de honra bem cumprida faz de você uma pessoa confiável, que merece a credibilidade dos outros. 
Isso tem muito valor agregado, mas é um pensamento em extinção :( Pessoas que falam uma coisa e fazem outra podem nos fazer mal a qualquer momento. Esse é outro dos meus sonhos... será que elas vão demorar para entender isso na prática? Será que vão aprender com as ciladas da vida?

6ª bola: aceitar (e agir de acordo!) que seus filhos podem sim, saber mais do que você em algumas coisas. 
Para falar a verdade, essa bola eu tenho grande prazer de equilibrar! Não tem dinheiro no mundo que pague sua sensação de "queixo caído" porque sua filha foi surpreendentemente boa em alguma coisa (qualquer coisa!)

Rezo todo dia para conseguir equilibrar bem essas bolas!
Agora que o CORAÇÃO de mãe já está aliviado, vamos falar dos OUVIDOS, que é o tema de hoje, rsrs!
Sabe quando os ouvidos dos nossos filhos começam a funcionar? Entre a 5a e a 7a semana de gestação!!! 
Muita gente nem sabe que está grávida nessa época!

E o que esse fato muda na sua vida? Para quem já "fechou a fábrica", não muda nada. 
Para quem ainda quer ter filhos, ATENÇÃO! Quanto mais você explorar bem esse conhecimento, melhor!!!Hããã?

Vamos vincular EMOÇÕES, CORAÇÃO e OUVIDOS de uma vez!
Logo no comecinho da gestação, seu filho já pode ser emocionalmente bem moldado só porque já tem OUVIDOS funcionantes.Não é legal?
- ele pode ouvir sua voz de mãe feliz porque está gravida. Ouvindo, ele sente...
- ele pode ouvir as músicas calmas que você coloca especialmente para ele
enquanto passa a mão na própria barriga e fala com ele. Ouvindo, ele sente...
- ele pode ouvir as conversas que você tem com o pai sobre como vocês estão esperançosos
com a chegada dele e a vida nova. Ouvindo, ele sente...
- mas ele também pode ouvir quando você fala coisas que não são as melhores
que poderiam sair de sua boca. Ouvindo, ele sente...
Percebeu a importância?

Portanto, dê valor aos seus OUVIDOS! 
Eles são muito importantes na nossa vida, desde o comecinho!
E eu sou suspeita para falar, né? Sou MÃE e sou otorrino "viciada" em saber cada vez mais sobre essa parte do corpo, :)

Dedico esse texto em homenagem a todos os filhos de uma MÃE!
Pensou bobagem? Essa foi apenas uma maneira diferente de homenagear a todos :)
Feliz Dia das Mães! Nós realmente merecemos!!!

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Claudia Leitte, você está muito certa, viu? Virei sua fã!




Quem acompanhou o "barulho" que a Claudia Leitte conseguiu provocar no ensaio da bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel mês passado? Justo porque ela pensou em "silenciar" um pouco do alto volume do som que chega aos ouvidos dela com protetores de ouvido personalizados para ela... Imaginem só, ser vaiada por fazer a coisa certa.


O que vocês acham disso? Confesso que senti uma mistura de raiva (de quem vaiou) com pena (de quem foi vaiado; poderia ter sido qualquer um) e com frustração (por ver taaanto desconhecimento sobre a fragilidade dos ouvidos perante o som de uma bateria). Sempre que sinto coisas ruins como essas, me obrigo a mudar de sintonia: respiro fundo, me acalmo e tento pensar com a cabeça (mais) aberta para tentar entender o outro lado das coisas.


Frutos dessa reflexão:

1. A Claudia Leitte, como qualquer cantora que se preze, sabe que depende dos ouvidos e da voz para fazer e manter uma carreira de sucesso. ELA FEZ CERTO, mas foi v-a-i-a-d-a!!!!


2.  Tudo que eu queria era que alguém famoso mostrasse em público que se importa com a saúde auditiva, para que os imitadores fizessem o mesmo. Pensei até numa cena de novela em que uma turma fosse para a balada, cada um usando um protetor de ouvido de cor diferente! Isso ia ajudar muita gente a entender que é NECESSÁRIO proteger os ouvidos! Quase pulei de alegria ao ver a foto da Claudia Leitte com protetor de ouvidos em plena Sapucaí, pois todos os anos nós atendemos pessoas que amargam um zumbido e uma perda auditiva permanente depois dos exageros do Carnaval e se arrependem profundamente. ELA FEZ CERTO, mas foi v-a-i-a-d-a!!!!


3. tem gente que comentou na entrevista "Isso é coisa de principiante, de alguém que acabou de entrar para o samba. Como ela vai interagir com a bateria assim?" Principiante ou não, ELA FEZ CERTO, mas foi v-a-i-a-d-a!!!!


4. teve quem falou: “É uma questão de costume. Eu acho indelicado com a bateria.” Eu jamais pensaria em indelicadeza, mas foi ótimo saber que alguém pode pensar dessa maneira. Quem sabe isso pode ajudar nas campanhas de divulgação do assunto? De qualquer jeito, ELA FEZ CERTO, mas foi v-a-i-a-d-a!!!!


5. Senti uma certa maldade nesse comentário que veio a público: “Ela não quer ouvir o coração da escola? Se ela não pode ouvir a bateria, passa a bola. É a maior emoção escutar aquele som. Aí vou tampar? Nem pensar”. Acho que ser eleita Rainha da Bateria deve ser uma emoção e tanto para quem ganha, deixando muuuuita gente com inveja. Por mim, ELA FEZ CERTO, mas foi v-a-i-a-d-a!!!!


6. O comentário mais precioso para mim foi esse: “Não temos esse hábito aqui. Depois dos ensaios, parece que a bateria ainda está no nosso ouvido. Mas a gente se acostuma e, quando chega em casa, já passou o efeito.”. Puxa, se as pessoas soubessem que os ouvidos que ficam com esse zumbido temporário são aqueles que já são vulneráveis, entenderia melhor que o risco de continuar se expondo ao som da bateria (ou de outros) é maior do que o de outras pessoas.


7. A pérola final da entrevista ficou por conta da frase: A escola informou que, por ser intérprete, ela não pode ter a audição prejudicada. O motivo não convenceu o público. “Quando ela decidiu ser rainha não imaginou que o barulho fosse ser alto?” Ai,ai,ai... o que será que tem poder para convencer o público além das inúmeras informações de pesquisas científicas ancestrais e até de várias coisas leigas que estão na internet para serem vistas por todos? Para quem não acredita na inteligência da PREVENÇÃO, acho que só mesmo a dolorida experiência de uma lesão auditiva no próprio ouvido para as pessoas acreditarem.

Por isso, digo sem medo de ser vaiada: CLAUDIA LEITTE, VOCÊ ESTÁ MUITO CERTA, VIU? VIREI SUA FÃ!!!

Profa Dra Tanit Ganz Sanchez

Presidente da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A perigosa relação da diabetes com a audição

Está aí um assunto que merece mais atenção... Cerca de 382 milhões de pessoas no mundo têm diabetes. Algumas se conformam com a necessidade de se privar das guloseimas, enquanto outras vivem burlando as regras e até comem doces escondido da família. 

De um jeito ou de outro, a diabetes é uma doença bem chata, pois suas consequências podem acometer vários outros órgãos do corpo. Bastante ênfase é dada aos problemas visuais, renais e ao famoso “pé diabético”, que não cicatriza e pode levar à amputação.

Pouca gente dá valor aos problemas auditivos dos diabéticos, mas eles têm o dobro da probabilidade de ter esses problemas quando comparados às pessoas sem diabetes. Além disso, 45% dos diabéticos têm perda auditiva. Se lembrarmos que o zumbido é consequência de perda auditiva, está aí uma ligação comum entre todos os problemas.

Portanto, esses dados são muito preocupantes, afinal todos esses problemas estão aumentando rapidamente!!! Para se ter uma ideia, a previsão para 2035 é de 55% de aumento de diabéticos e, até 2050, de 50% de aumento de pessoas com problemas auditivos.

Chocante, não? E o que é mais interessante: muito antes da diabetes aparecer, as pessoas já estão no estágio de pré-diabetes e não sabem! Exames de sangue como glicemia de jejum, hemoglobina glicosilada e curva glico-insulinêmica podem ajudar na detecção precoce. 

Por isso, convido a todos para repensarmos nossos cuidados com a saúde e os possíveis erros alimentares que não valorizamos como deveríamos! 



sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Como será o Novembro Laranja 2014?

O nosso objetivo é alcançar a população de modo elegante, pacífico, efetivo e que seja vantajoso para todos os envolvidos. O Novembro Laranja é um movimento Nacional criado para popularizar a realidade preocupante dos problemas do ouvido. Durante todo esse mês, diversas ações serão realizadas para alertar os profissionais e, principalmente, o público que sofre com o zumbido. Veja algumas dicas importantes:  

1. Zumbido e intolerância a sons são sintomas dos ouvidos mais vulneráveis a agressões;
2. É necessário investigar corretamente as várias causas desses sintomas; 
3. Tratar precocemente pode fazer toda a diferença na recuperação do ouvido;
4. Mudar pensamentos comuns como "não há nada a fazer" ou "isso não tem cura" para "vamos fazer o melhor possível, mesmo que a melhora seja parcial" amplia a atuação médica e aumenta a chance de melhora do paciente.



Ações do Novembro Laranja em 2014:

1. Durante todo o mês de novembro será postado nas redes sociais pelo menos uma dica por dia que foram feitas por profissionais de diversas cidades, bastante envolvidos no assunto.
2. Terá a 15º edição do Curso Teórico-Prático Intensivo de Zumbido, no dia 08/11, das 8 às 18h, realizado no Instituto Ganz Sanchez. É destinado a otorrinos e fonoaudiólogos, e a inscrição pode ser feita através do nosso site: http://institutoganzsanchez.com.br/cursoteorico.html
3. No dia 09/11 teremos a ação física de conscientização no Parque do Ibirapuera, na Arena Ponte de Ferro, das 9 às 15h. Essa ação é para mobilizarmos a população e alertar sobre a importância da prevenção. Vista-se de laranja e venha fazer parte desse grande movimento! J

Não deixe de acompanhar nossas redes sociais e divulgar nossas dicas na sua região:
Instagram (@zumbidonoouvido)
Twiter (@zumbidonoouvido)

Agradecemos sua ajuda no crescimento e sucesso do Novembro Laranja! Ahh, e use a hashtag #NovembroLaranja ;)


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Cerumen (cera) impactado: o que é? Quem pode me ajudar?

Se você ainda acha que cera é sujeira, vamos mudar sua ideia HOJE!!! Como é que a natureza perfeita ia colocar sujeira dentro do nosso ouvido, justo um órgão tão importante para a qualidade de vida? Não faz sentido nenhum, certo?
Pois é... a cera (ou cerúmen) é absolutamente normal e deve estar presente em quantidades normais no nosso conduto auditivo (canal do ouvido). Ela serve de proteção, pois mantém o pH estável e evita infecções pelos detritos ou micro-organismos da água, poeira e areia. O conduto auditivo tem, em média, 3cm de comprimento até chegar ao tímpano. Nele existem pelos que se movimentam lentamente para fora, tendendo a jogar a cera para fora (mas só aquela que já foi usada).
Por isso, o ouvido faz sua auto-limpeza sozinho, sem precisar da ajuda (e do perigo) da limpeza exagerada (sim, quem acha que a cera é sujeira tende a limpar sempre, como se fosse falta de higiene). Pense assim: sujeira a gente põe para fora; proteção, a gente quer dentro!



E quando ocorre a cera endurece e entope os ouvidos?
O cerume impactado (ou rolha de cera) acontece quando há excesso de produção de cera ou quando um cotonete empurra a cera para dentro, impedindo sua saída natural. Quanto mais tempo a cera já usada fica dentro do ouvido porque não consegue sair (vejam bem, porque o cotonete faz um “desserviço” ao ouvido!), mais ela fica dura, escura e impactada, podendo causar perda auditiva e zumbido.
Muitas pessoas acham que quando limpam a orelha com hastes flexíveis (cotonete) estão fazendo sua higiene, quando na verdade estão empurrando a cera para dentro do conduto auditivo externo. Além disso, são muito frequentes acidentes com as hastes flexíveis, que podem causar até perfuração timpânica trazendo perdas irreversíveis.
Para evitar que o cerume se acumule, limpe apenas a parte mais externa da orelha durante ou após o banho, sem introduzir nada no canal. Pode ser com a toalha ou lenço umedecido envolto no seu dedo mindinho.

Quais os sintomas?
A sensação que o cerume impactado causa é de ouvido entupido, perda de audição ou zumbido. Se perceber isso, procure um otorrino pra confirmar o diagnóstico e fazer uma lavagem de ouvido. Evite pingar remédios, a menos que tenha sido orientado!


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Poluição sonora: os estragos vão além do ouvido!

Quem acha que a poluição sonora causa “apenas” uma perda auditiva está muuuito enganado! No mundo de hoje, conviver com barulho é algo comum para todas as idades. Muita gente até se acostuma e não sofre tanto quanto outros. Mesmo assim, alguns estragos podem acontecer aos poucos no organismo, mesmo nas pessoas que não se incomodam.

É claro que o ouvido é o principal “alvo” da poluição sonora, pois ele é a porta de entrada. E é claro que a perda de audição realmente pode acontecer! Só que, antes dela ser percebida, dois outros ALERTAS de problemas no ouvido acontecem precocemente e devem ser mais valorizados: o zumbido e a intolerância a sons.

Várias pesquisas comprovam que a poluição sonora afeta outras parte do corpo e pode causar irritabilidade, piora da qualidade do sono, doenças cardiovasculares e dificuldade de aprendizagem em crianças.

Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já reconhece a poluição sonora e seus efeitos sobre crianças e adolescentes como um problema de saúde pública. Nessa idade, os mecanismos para lidar com o estresse são menos eficazes, portanto a irritabilidade, dificuldade de concentração e frustração têm efeito direto no desempenho escolar.

Nossa dica: dê uma avaliada nos locais que você mora e trabalha para ver se está exposto(a) a barulhos frequentes. Avalie também sua exposição a barulhos na vida social, pois os estragos podem aparecer mesmo em situações de lazer!


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Brinquedos sonoros podem prejudicar a audição do seu bebê

Muitos pediatras defendem a estimulação precoce dos bebês. Uma forma de fazê-la é deixar o bebê em contato com objetos diferentes para que ele possa “se divertir” enquanto está acordado. A visão é estimulada pelas cores desses objetos, o tato pelos diferentes tecidos e a audição, pelos sons emitidos. Por isso, as mamães adoram enfeitar o berço dos bebês com brinquedos sonoros. É um modo de entretê-los e acalmá-los..., MAS precisamos prestar atenção no nível de ruído!

Os ouvidos dos bebês são sensíveis e estão em processo de maturação. Alguns brinquedos sonoros emitem sons particularmente agudos e altos. Lembro bem da fase que minhas filhas eram bebês: eu até colocava uma fita adesiva em cima do microfone de alguns dos presentes sonoros que elas ganhavam para garantir que não ultrapassem 80 decibéis. Hoje em dia, com os smartphones, é fácil baixar um aplicativo que ajude a medir o nível de decibéis dos brinquedos e dos sons que chegam ao berço dos nenês.

A Organização Mundial da Saúde anuncia que um barulho de 70 decibéis já pode ser desagradável para alguns ouvidos, embora muitos não se incomodem nesse volume. Porém, acima de 85 decibéis já começa a haver risco de lesão do ouvido, mesmo para quem não se incomoda com esse volume mais alto.

Por isso, o contato frequente com brinquedos barulhentos pode lesar os ouvidos de crianças de 0 a 3 anos, de modo irreversível. Quando isso acontece, pode prejudicar também o desenvolvimento da fala e o aprendizado de um modo geral.

Percebeu o tamaaaaaanho do problema?? Quando for comprar um brinquedo para o seu filho, confira se ele tem o selo de qualidade do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) e da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos). Esse selo garante que os brinquedos não trazem risco à segurança e saúde da criança, pois passaram por diversos testes ante de chegar às prateleiras.


sábado, 23 de agosto de 2014

Zumbido e problemas de circulação: qual a relação?


O ouvido é uma das maravilhas da natureza... apesar de minúsculo, funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive enquanto dormimos... e faz tudo isso SEM ter um estoque de energia para garantir esse funcionamento constante.

Por isso, a chegada do sangue contendo nutrientes que forneçam energia para o ouvido trabalhar direitinho precisa ser muito eficiente! Só que, para piorar as coisas, o ouvido interno (parte que transforma os sons em energia elétrica) só tem um único vaso sanguíneo (artéria auditiva interna) para a chegada desse sangue. Por isso, qualquer doença que provoque estreitamento desse vaso sanguíneo pode piorar a circulação do sangue nesse território e diminuir a função dos ouvido.

Quais são essas doenças? Várias! Entre elas: colesterol e/ou triglicérides altos, hipertensão, diabetes ou pré-diabetes, vasculites, insuficiência vascular cerebral etc. Como essas doenças são comuns e o zumbido também é, muitas pessoas não relacionam uma coisa com a outra e acabam menosprezando a responsabilidade dessas doenças sobre o ouvido!

Se esse é o seu caso, procure um otorrino focado em zumbido e avalie sua saúde em geral. Lembre-se: a prevenção sempre é o melhor remédio. Precisamos pensar em melhorar o nosso “hoje” e o nosso “amanhã”!



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

“Epidemia” de zumbido no século XXI: preparando nossos filhos e netos


Há 20 anos, digitar a palavra “tinnitus” no Pubmed fornecia 150 referências (1994). Já em 2012, esse número aumentou para 641, mostrando um crescimento maior que 400% nas publicações científicas. Este é um parâmetro nítido do aumento de interesse sobre o assunto, seja por parte de pesquisadores, universidades, indústrias farmacêuticas e empresas de tecnologia auditiva.
Uma possível justificativa para tal interesse está nas evidências científicas sobre o aumento progressivo de zumbido na população. Afinal, essa prevalência já subiu de 15% (National Institute of Health, 1995) para 25,3% (Shargorodsky, 2010) em apenas 15 anos, tornando-o um problema mais frequente do que a asma, surdez, cegueira ou Alzheimer. E isso já se reflete visivelmente nos consultórios de otorrinolaringologistas de todo o Brasil, haja vista a recente busca por mais informação em cursos e congressos.

Muitas pesquisas comprovaram que perdas auditivas, mesmo as bem discretas, podem causar zumbido. Além disso, quem tem zumbido com audiometria normal ainda pode ter alteração em outro exame mais sensível, que chama emissões otoacústicas. Este exame pode demonstrar lesões menores ainda no ouvido. No nosso dia a dia, quando um adulto tem zumbido, cerca de 90% das vezes já existe perda auditiva em pelo menos uma das frequências sonoras testadas na audiometria. Entretanto, em jovens a situação é diferente: eles costumam perceber zumbido antes de notarem qualquer perda auditiva. Portanto, a presença do zumbido sugere fortemente que ele seja um sinal de alerta precoce para futuros problemas e isso deveria acelerar a busca pelo diagnóstico precoce, seja ela feita por otorrinolaringologistas, clínicos, geriatras, pediatras ou hebiatras.
Em 2007, publicamos uma pesquisa como parceria entre as Universidades de São Paulo e de Iowa, que estudou 506 crianças de 5 a 12 anos (Coelho, Sanchez, Tyler, 2007). Dentre elas, 37,7% deles tinham zumbido e 19% se incomodavam com ele. Estes dados surpreendentes nos motivaram a pesquisar o problema em adolescentes, considerando que eles gostam ainda mais das situações atuais de lazer ruidoso. Assim, convidamos 170 adolescentes do Colégio Santa Cruz, uma renomada escola paulistana, para se submeterem a diversos procedimentos, após autorização dos pais, dentro do ambiente escolar. A escolha de uma escola privada foi baseada na hipótese de que seus alunos, pertencentes a famílias de classe média ou alta, teriam liberdade financeira para escolher os hábitos de lazer, o que nos permitiria observar melhor as opções escolhidas por eles.

Inicialmente, os alunos responderam um questionário para avaliar sua autopercepção de sintomas (zumbido, perda auditiva e hipersensibilidade a sons) e a exposição a potenciais fatores de risco (fones de ouvido, baladas/shows e celulares). A seguir, duas otorrinolaringologistas realizaram o exame físico e removeram cerúmen nos casos necessários, garantindo boas condições para a realização dos exames. Posteriormente, duas fonoaudiólogas realizaram, em cabina acústica, a audiometria tonal de 250 a 16000Hz, limiar de desconforto a sons (LDL), emissões otoacústicas e acufenometria (apenas nos casos em que o zumbido estava presente no momento).

Essa pesquisa, realizada com apoio da FAPESP, foi inédita porque o zumbido foi avaliado por dois métodos complementares: o questionário - que toda pesquisa faz - e a acufenometria, usada como critério de rigor para a confirmação da presença do zumbido.

No questionário dos 170 alunos, 93 (54,7%) responderam que têm ou já tiveram zumbido nos últimos 12 meses. Dentre eles, 51,1% o associaram à saída de ambientes com música alta.   Quanto à acufenometria, 49 alunos (28,8% dos 170 avaliados ou 52,6% dos 93 que relataram zumbido pelo questionário) também conseguiram medir a frequência sonora e a sensação de intensidade do zumbido dentro da cabina acústica, de modo reprodutível.

Independente se considerarmos a resposta do questionário (54,7%) - metodologia semelhante às demais pesquisas - ou a da acufenometria (28,8%), já evidenciamos que a prevalência de zumbido entre adolescentes é maior do que a de outras faixas etárias, como visto anteriormente. Ainda mais interessante foi o fato do zumbido provocar pouco incômodo (média da escala numérica de 0 a 10 = 3,58) nos adolescentes, fazendo com que eles não contassem aos pais nem procurassem ajuda médica. Pensando em termos de “epidemia”, esse parece um terreno fértil para uma “proliferação” do problema, já que esses fatores atrasam o início do tratamento e contribuem para que o zumbido se torne cada vez mais crônico.

Esta geração de jovens tem potencial para viver até os 100 anos. É possível e provável que esses ouvidos com zumbido sejam mais sensíveis a lesões no futuro, por isso devem ser avaliados com mais frequência e mais cuidado, pois poderão ter perda auditiva mais precoce do que outras gerações.
Há 20 anos, era quase unanimidade que o atendimento a um paciente com zumbido evocasse automaticamente no otorrinolaringologista um pensamento parecido com “não há nada que possa ser feito” ou “você precisa aprender a conviver com isso”. Entretanto, a investigação etiológica do zumbido e a definição da conduta terapêutica são atos próprios do otorrinolaringologista, embora o trabalho de equipe interdisciplinar seja uma ferramenta muito valiosa, em especial nos casos difíceis.
Por isso, para os interessados em ter um novo olhar sobre um problema antigo, já temos à disposição:
- um protocolo bem definido de investigação médica e audiológica para determinar as principais etiologias do zumbido e auxiliar na diferenciação dos subgrupos, auxiliando no atendimento do dia a dia;
- um protocolo de “handicap” validado e traduzido para o português, auxiliando como instrumento para pesquisas científicas;
- médicos ou centros com atendimento especializado, às vezes até bastante interdisciplinar, em nível de SUS, convênios e particulares, em várias cidades;
- cursos, painéis, mesas redondas ou plenárias sobre zumbido em todos os grandes congressos de otorrinolaringologia no Brasil, via de regra com salas cheias;
- eventos internacionais de zumbido: o International Tinnitus Seminar, existente desde 1981 e ocorrendo a cada 3 anos; o Tinnitus Research Initiative, existente desde 2006 e ocorrendo anualmente.
Assim, com o conhecimento científico crescente e condições melhores de atendimento, cabe aqui uma reflexão: a frase “zumbido não tem cura” por enquanto é verdadeira no sentido literal da palvara cura. Entretanto, por algum motivo, ela é frequentemente associada a “não ter nada para fazer”, o que não é coerente com as várias opções de tratamento publicadas, com eficácias distintas que provavelmente serão maiores, quando forem aplicadas especificamente a subgrupos de pacientes com zumbido.
Curar-se envolve, via de regra, percorrer um caminho que proporciona 100% de melhora na linha de chegada. Muitas doenças não têm cura definitiva, mas é rotina que os médicos invistam esforços pessoais para amenizar e controlar pacientes com rinite alérgica, polipose nasal, asma, hipertensão, diabetes, etc. Percorrer o caminho do tratamento do zumbido e poder obter melhora parcial, seja de 20%, 50% ou 80%, como se consegue com outros sintomas da Medicina, já poderia ser um fato mais aceito pelos otorrinolaringologistas.
Muitos mistérios ainda precisam ser desvendados e muita coisa ainda precisa ser feita para que o otorrino “abrace” o zumbido com mais naturalidade, assim como se faz com as amigdalites, nódulos de pregas vocais, desvios de septo e perfurações timpânicas.
Os vários fatores que justificam esse aumento sensível de prevalência do zumbido - maior exposição a ruído, a ondas eletromagnéticas, a erros alimentares e a estresses diários - vão continuar presentes em nossas vidas por muitos anos. Então, fica lógico entender porque até crianças e adolescentes começaram a apresentar esse problema. Infelizmente, é provável que nossas próximas gerações de filhos e netos tenham maior probabilidade de precisar de nossa ajuda para diagnóstico, tratamento ou prevenção, o que seria um motivo pessoal a mais para o zumbido entrar de vez na pauta do otorrinolaringologista.

Profa  Dra. Tanit Ganz Sanchez, Professora Associada da Disciplina de ORL da Faculdade de Medicina da USP; Presidente da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido (APIDIZ).

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Você se irrita com sons que as outras pessoas não estão nem aí? Fique de olho: pode ser misofonia ou hiperacusia!


Há anos nós atendemos pacientes que se incomodam demais com determinados sons. Eu sempre pensei neles como pessoas hipersensíveis e confesso que tinha uma tendência de “colocar várias coisas numa cesta só”.

Como meus pacientes costumam vir procurar ajuda por causa do zumbido, essa hipersensibilidade auditiva ficava misturada com a queixa principal.



Mais recentemente, algo se clareou MUITO na minha mente à medida que fui prestando mais atenção aos detalhes da hipersensibilidade auditiva. Vamos lá:

1. Alguns se incomodam com o VOLUME dos sons (ex: TV, música, vozes das pessoas, restaurantes etc). Quando fazemos o LDL (loudness discomfort levels) – um exame complementar à audiometria para estimar qual o volume que os sons começam a incomodar cada pessoa -, os resultados costumam ser alterados. Essas pessoas podem perfeitamente conviver com os sons que os incomodam, desde que o volume deles esteja mais baixo. Isso descreve os casos puros de hiperacusia.

2. Alguns se incomodam com a PRESENÇA dos sons e sua repetição, mesmo que eles sejam baixos (ex: mastigação, respiração, deglutição de saliva ou alimentos, tosse, pigarro, assoar de nariz etc). Quando fazemos o LDL, os resultados costumam ser normais. Essas pessoas não conseguem conviver com os sons que os incomodam enquanto eles estiverem presentes e isso não tem relação com o volume. Além disso, parece existir uma conexão direta entre os sons que ouvem e uma reação incontrolável de raiva e irritabilidade. Isso descreve os casos puros de misofonia ou Síndrome da Sensibilidade Seletiva a Sons (4S).

Como a Medicina é algo muito variável, os pacientes costumam ter uma mistura de ambos os tipos de hipersensibilidade: alguns incomodam pelo volume, outros pela simples presença.
Anotem esses nomes na mente de vocês: esse assunto é mais comum do que pensamos e ainda vai dar muito o que falar. O programa Fantástico vai exibir uma reportagem sobre misofonia, a princípio no dia 24-08-14, com uma participação nossa para esclarecer a população e ajudar no incentivo de formas de tratamento. Esses pacientes têm grande restrição da vida familiar, social e profissional, levando ao isolamento, tanto pelos sons como pela falta de compreensão dos familiares e amigos.

Portanto se você tem ou conhece alguém que tenha um desses problemas, informe-o para que procure seu otorrino de confiança!!!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

14º CURSO TEÓRICO-PRÁTICO INTENSIVO DE ZUMBIDO


Caros amigos otorrinos e fonos, convidamos vocês para o 14º CURSO TEÓRICO-PRÁTICO INTENSIVO DE ZUMBIDO realizado integralmente no Instituto Ganz Sanchez no dia 13/09/2014.

Sempre inovando; este é nosso jeito! Usando a conhecida didática e capacidade de síntese para compartilhar ideias, abordaremos tudo que é relevante para o atendimento de pacientes com zumbido em consultório. Diferente de outros cursos previamente ministrados pela Dra Tanit, este evento terá a participação prática e ativa da plateia em todas as aulas. Para melhor aproveitamento do conteúdo prático, este curso é aplicado a pequenas turmas (30 vagas por curso), de modo informal e com tempo para troca de experiências entre os participantes. Por ser um trabalho de equipe, sugerimos a participação de duplas de otorrinos+fonos para aumentar a probabilidade de implantação do aprendizado nos consultórios.

Organização:            Profa Dra. Tanit Ganz Sanchez (Otorrinolaringologista Livre-Docente pela FMUSP, Diretora-Presidente do Instituto Ganz Sanchez e Presidente da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido - APIDIZ)

Gerência Financeira e Administrativa: Luzia Feitoza e Wanessa Lopes

Público alvo: Otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos

Data:              Sábado, 13/09/2014, das 8h às 18h

Local:             Av. Padre Pereira de Andrade, 353. Bairro: Alto de Pinheiros, São Paulo – SP.
                        Ponto de referência: entrada pequena do Parque Villa Lobos

Contato:        (11) 3021-5251 ou contato@institutoganzsanchez.com.br

Inscrições:     R$ 425,00 (acesso às aulas, coffee-breaks, almoço e certificado). Ficha de Inscrição: acesse aqui.

Formas de Pagamento: Depósito Bancário: 033 (Banco Santander), Agência: 0560 - C/C: 13.002187-9 CNPJ: 12.380.605/0001-34. Favorecido: Instituto Ganz Sanchez Organização de Eventos
- Boleto Bancário: favor solicitá-lo através de Telefone: (11) 3021-5251 ou Skype:
institutoganzsanchezoficial ou e-mail: contato@institutoganzsanchez.com.br

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Dicas práticas para melhorar do zumbido com alimentação saudável!

Essa semana teremos o GANZ - Grupo de Apoio Nacional a pessoas com Zumbido. A convidada é a nutricionista Tânia Rodrigues que já foi convidada do programa Bem Estar da Globo e vai bater um papo comigo, Dra. Tanit Ganz Sanchez.
Você pode assistir ao vivo, de qualquer lugar do mundo, no dia 06 de agosto, quarta-feira, 15h ao vivo no link http://us.twitcasting.tv/zumbidonoouvido
Tire as suas dúvidas sobre nutrição e zumbido no ouvido, respondemos as questões na hora!

e aqui o meu convite!


sexta-feira, 4 de julho de 2014

Como proteger os pets dos barulhos da Copa?

A Copa do Mundo está na reta final, mas as festas continuam bombando, literalmente!! A cada gol, cada vitória, vários fogos de artifícios e rojões são lançados. Os humanos adoram isso! Mas... e os animais de estimação?Donos de uma grande sensibilidade auditiva (até 4 vezes maior que a nossa), os cães ficam extremamente incomodados e assustados com esses barulhos altos e abruptos.Proteja seus peta!

- coloque tufos de algodão nas duas orelhas dele durante as partidas

- tente mantê-lo em local um pouco mais afastado da bagunça; se não der, mantenha-o perto de você e abrace-o. Sentir essa segurança vai ajudar a minimizar o medo, mas não o desconforto com os sons.

- em casos extremos, veja com o veterinário se ele pode medicar. Essências homeopáticas e florais também ajudam a acalmar os cães durante o barulho das comemorações.


terça-feira, 17 de junho de 2014

Os ouvidos dos adolescentes: “massacrados” desde cedo pelas opções de lazer

Você conhece alguém que fica numa balada por mais de 3 horas seguidas, ouvindo sons que ultrapassam 100 decibéis? Alguém que adora ir a shows e ainda fica perto das caixas de som? Que ouve música com fone de ouvido num volume tão alto que os outros também conseguem ouvi-la?
Os hábitos modernos de lazer em ambientes barulhentos induziram um início mais precoce de problemas de ouvido, que muitas vezes são cumulativos e irreversíveis. Todo mundo já ouviu falar de perda auditiva ou até intuitivamente, sabe que excesso de barulho pode provocar perda auditiva com o tempo. O que poucos conhecem é o zumbido, o sintoma que chega antes e, por isso, serve de sinal de alerta da fragilidade do ouvido!
O zumbido é um som que as pessoas escutam no ouvido ou na cabeça, especialmente no silêncio. Pode parecer apito, chiado, cachoeira, cigarra, etc. Algumas pessoas só o ouvem se prestarem atenção; outras o percebem o dia todo. Ele já atinge 28 milhões de brasileiros de todas as idades. Se você nunca teve zumbido, faça uma simulação com vários exemplos que podem ser encontrados no http://www.institutoganzsanchez.com.br/sonszumbido.html. Imaginem esses sons presentes todos os dias, todos os minutos nos seus ouvidos. Tem gente que não aguenta e fica com insônia, além de dificuldade de se concentrar nos estudos ou no trabalho. Daí vem uma série de outros prejuízos, como irritabilidade, baixo rendimento escolar ou profissional, ansiedade e até depressão.

Pesquisa
Em 2007, publicamos uma pesquisa que estudou 506 crianças de 5 a 12 anos. Surpreendentemente percebemos que 37,7% deles tinham zumbido no ouvido e 19% se incomodavam com ele. Estes dados alarmantes nos motivaram a pesquisar o problema em adolescentes, considerando que gostam ainda mais das situações de lazer ruidoso de hoje em dia. 
Essa pesquisa foi bastante inédita no Brasil por dois motivos: primeiro por ter recebido o apoio do governo, através da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo); segundo porque o zumbido desses adolescentes foi avaliado por dois métodos complementares: o questionário específico - que toda pesquisa faz - e pela medida do zumbido dentro da cabine acústica (acufenometria), ao invés de usar a audiometria isoladamente.
Para nossa surpresa, dos 170 alunos avaliados, 93 (54,7%) responderam que têm ou já tiveram zumbido nos últimos 12 meses. Deste número, 51,1% o associaram à saída de ambientes com música alta. Com esses dados, comprovamos que a prevalência de zumbido entre adolescentes é bem maior do que a população geral de vários países, onde pesquisas apontam para taxas entre 15 e 24%. Ainda mais interessante foi o fato que, apesar de tudo, o zumbido não incomoda a maioria dos adolescentes, fazendo com que eles não contem aos pais nem procurem ajuda médica. Isso se torna preocupante, afinal, quanto mais demorar o início de tratamento, mais agravará o problema.
Esses adolescentes estão mais sensíveis a lesões no futuro, por isso devem ser avaliados com mais frequência e mais cuidado. Por isso, precisam ser alertados que o ouvido não se regenera depois de traumas acústicos, gerando um inevitável grau de surdez. Essa situação preocupante merece múltiplas ações específicas ou campanhas de conscientização, incluindo os pais em casa e os educadores nas escolas, além dos próprios jovens.  Minimizar os problemas futuros depende de uma contínua educação sobre o risco de exposição a barulhos muito altos, mesmo que sejam em situações prazerosas.
Confira algumas dicas para proteger os ouvidos dos ruídos externos:
1.    Quando for a festas, shows ou bares ruidosos, não tenha vergonha de usar protetores de ouvido e faça intervalos periódicos (a cada 1 hora, saia 5 a 10 minutos). Com fones de ouvido, evite ultrapassar a metade da potência do seu aparelho ou usar mais que 2 horas seguidas. Isso faz MUITA diferença para a segurança dos seus ouvidos!
2. Alimente-se bem, de 4 a 6 vezes por dia, sem “pular refeição”. Evite excesso de cafeína, doces, álcool e nicotina.
3. Diminua o tempo de contato do celular com o ouvido, use mais o viva-voz ou fone e troque algumas ligações por mensagem de texto.
4. Estimule seus ouvidos com baixo volume de música suave ou outros sons agradáveis.
5. Evite automedicação, pois certos medicamentos podem causar zumbido.
6. Incorpore mais atividades de prazer na sua vida: atividade física, passeios, relacionamentos saudáveis, cinema etc. Momentos de felicidade ajudam a restaurar nossos os órgãos, inclusive os ouvidos.
7. Alivie seu estresse com atividades relaxantes, como yoga, meditação, Tai-Chi, Chi-Cong etc.

8. Informe-se! Acesse as palestras gratuitas do Grupo de Apoio Nacional a Pessoas com Zumbido (GANZ) na TV Zumbido www.tvzumbido.com.br