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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Fone de ouvido ideal: isso existe ou é coisa surreal?

Pela lei 11.291, os fabricantes de equipamentos portáteis sonoros individuais são obrigados a informar seus clientes de que volumes acima de 85 dB podem lesar o sistema auditivo. Como saber se estamos extrapolando no uso dos nossos fones de ouvido?
Apesar de ser uma invenção maravilhosa, o uso do fone de ouvido de maneira abusiva pode prejudicar a saúde, em especial a dos ouvidos. Tudo por causa do excesso de volume, excesso de tempo com o aparelho, vulnerabilidade individual de cada pessoa ou todos os fatores juntos!
Sempre falamos sobre as principais maneiras de prevenção, mas não custa repetir: não ultrapasse a metade da potência de cada aparelho (volume) e nem fique com o fone por mais de duas horas seguidas. Com esses dois fatores sob controle, resta apenas a vulnerabilidade individual de cada um, que é muito difícil de conhecer e controlar. 

Quais problemas o mau uso do fone de ouvido pode causar?
1.    Aos ouvidos: 
Perda de audição: é a lesão mais conhecida e temida, porém ela demora para acontecer e as pessoas dificilmente acreditam que vai acontecer com elas.
Zumbido: é um barulho no ouvido (chiado ou apito) que pode ser melhor percebido em momentos de silêncio, como antes de dormir. É um sintoma de lesão inicial, portanto aparece mais precocemente do que a perda auditiva. Em geral, o zumbido é o sinal de alerta que a lesão já começou, mas que ainda pode ser revertida se novos cuidados forem tomados. Portanto, esse é o momento ideal de procurar ajuda médica, ANTES de perceber alguma perda auditiva.
Hipersensibilidade auditiva ou intolerância a sons: as pessoas começam, progressivamente, a se irritar com sons do dia-a-dia que antes não incomodavam. Exemplo: vozes, TV, música, eletrodomésticos, etc. Também pode aparecer antes da perda auditiva, com ou sem zumbido, mas é o sintoma menos comum de todos.
2.    Ao sono:
O principal é a insônia inicial ou medial (dificuldade para começar a dormir ou para manter o sono).
3.    Outros danos:
Diminuição da concentração, agitação, nervosismo e até aumento da pressão arterial!!!
Existe um fone de ouvido ideal?
Sim. Recentemente dei uma entrevista para a VEJA e gostei muito porque ela juntou minha opinião médica com uma pesquisa sobre a segurança de cada tecnologia.
Há 4 tipos de fones principais, criados por motivos diferentes. Qualquer tipo pode prejudicar a saúde auditiva se for usado em abuso (de volume ou de tempo), principalmente nas pessoas mais vulneráveis. Ou seja, usar um determinado modelo de fone não necessariamente isenta do risco de problemas. O grande diferencial para a saúde é o fone que tem abafador de ruído externo: ele anula parte dos sons do ambiente e permite que o volume dos fones não seja tão alto nem lesivo para os ouvidos. 
O mais indicado é o HEADPHONE (mais conhecido como modelo concha): ele envolve a orelha toda. É mais recomendado porque não agride tanto os ouvidos, permite melhor isolamento acústico, evidencia a percepção de graves e agudos e permite ouvir música com grande fidelidade em volume mais baixo.
O design já veda parte do ruído ambiente, mas certos modelos de headphone ainda têm o “noise cancelling”, que é a maior vantagem de um fone de ouvido: por meio de um microfone, ele capta a frequência do som externo e emite outra, invertida, de mesma intensidade, para que um som anule o outro.
É ideal para usar em locais barulhentos, como a rua ou o transporte público, pois isola parte dos ruídos externos.

Portando você pode sim, usar fones e apreciar suas músicas favoritas... com moderação e adequação, a gente aprova!!!

terça-feira, 17 de junho de 2014

Os ouvidos dos adolescentes: “massacrados” desde cedo pelas opções de lazer

Você conhece alguém que fica numa balada por mais de 3 horas seguidas, ouvindo sons que ultrapassam 100 decibéis? Alguém que adora ir a shows e ainda fica perto das caixas de som? Que ouve música com fone de ouvido num volume tão alto que os outros também conseguem ouvi-la?
Os hábitos modernos de lazer em ambientes barulhentos induziram um início mais precoce de problemas de ouvido, que muitas vezes são cumulativos e irreversíveis. Todo mundo já ouviu falar de perda auditiva ou até intuitivamente, sabe que excesso de barulho pode provocar perda auditiva com o tempo. O que poucos conhecem é o zumbido, o sintoma que chega antes e, por isso, serve de sinal de alerta da fragilidade do ouvido!
O zumbido é um som que as pessoas escutam no ouvido ou na cabeça, especialmente no silêncio. Pode parecer apito, chiado, cachoeira, cigarra, etc. Algumas pessoas só o ouvem se prestarem atenção; outras o percebem o dia todo. Ele já atinge 28 milhões de brasileiros de todas as idades. Se você nunca teve zumbido, faça uma simulação com vários exemplos que podem ser encontrados no http://www.institutoganzsanchez.com.br/sonszumbido.html. Imaginem esses sons presentes todos os dias, todos os minutos nos seus ouvidos. Tem gente que não aguenta e fica com insônia, além de dificuldade de se concentrar nos estudos ou no trabalho. Daí vem uma série de outros prejuízos, como irritabilidade, baixo rendimento escolar ou profissional, ansiedade e até depressão.

Pesquisa
Em 2007, publicamos uma pesquisa que estudou 506 crianças de 5 a 12 anos. Surpreendentemente percebemos que 37,7% deles tinham zumbido no ouvido e 19% se incomodavam com ele. Estes dados alarmantes nos motivaram a pesquisar o problema em adolescentes, considerando que gostam ainda mais das situações de lazer ruidoso de hoje em dia. 
Essa pesquisa foi bastante inédita no Brasil por dois motivos: primeiro por ter recebido o apoio do governo, através da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo); segundo porque o zumbido desses adolescentes foi avaliado por dois métodos complementares: o questionário específico - que toda pesquisa faz - e pela medida do zumbido dentro da cabine acústica (acufenometria), ao invés de usar a audiometria isoladamente.
Para nossa surpresa, dos 170 alunos avaliados, 93 (54,7%) responderam que têm ou já tiveram zumbido nos últimos 12 meses. Deste número, 51,1% o associaram à saída de ambientes com música alta. Com esses dados, comprovamos que a prevalência de zumbido entre adolescentes é bem maior do que a população geral de vários países, onde pesquisas apontam para taxas entre 15 e 24%. Ainda mais interessante foi o fato que, apesar de tudo, o zumbido não incomoda a maioria dos adolescentes, fazendo com que eles não contem aos pais nem procurem ajuda médica. Isso se torna preocupante, afinal, quanto mais demorar o início de tratamento, mais agravará o problema.
Esses adolescentes estão mais sensíveis a lesões no futuro, por isso devem ser avaliados com mais frequência e mais cuidado. Por isso, precisam ser alertados que o ouvido não se regenera depois de traumas acústicos, gerando um inevitável grau de surdez. Essa situação preocupante merece múltiplas ações específicas ou campanhas de conscientização, incluindo os pais em casa e os educadores nas escolas, além dos próprios jovens.  Minimizar os problemas futuros depende de uma contínua educação sobre o risco de exposição a barulhos muito altos, mesmo que sejam em situações prazerosas.
Confira algumas dicas para proteger os ouvidos dos ruídos externos:
1.    Quando for a festas, shows ou bares ruidosos, não tenha vergonha de usar protetores de ouvido e faça intervalos periódicos (a cada 1 hora, saia 5 a 10 minutos). Com fones de ouvido, evite ultrapassar a metade da potência do seu aparelho ou usar mais que 2 horas seguidas. Isso faz MUITA diferença para a segurança dos seus ouvidos!
2. Alimente-se bem, de 4 a 6 vezes por dia, sem “pular refeição”. Evite excesso de cafeína, doces, álcool e nicotina.
3. Diminua o tempo de contato do celular com o ouvido, use mais o viva-voz ou fone e troque algumas ligações por mensagem de texto.
4. Estimule seus ouvidos com baixo volume de música suave ou outros sons agradáveis.
5. Evite automedicação, pois certos medicamentos podem causar zumbido.
6. Incorpore mais atividades de prazer na sua vida: atividade física, passeios, relacionamentos saudáveis, cinema etc. Momentos de felicidade ajudam a restaurar nossos os órgãos, inclusive os ouvidos.
7. Alivie seu estresse com atividades relaxantes, como yoga, meditação, Tai-Chi, Chi-Cong etc.

8. Informe-se! Acesse as palestras gratuitas do Grupo de Apoio Nacional a Pessoas com Zumbido (GANZ) na TV Zumbido www.tvzumbido.com.br

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Tipos de fones e seus benefícios e malefícios

Vimos uma notícia sobre os fones de ouvido intra-auriculares, aqueles que ficam lá dentro do canal auditivo. Muita gente pode achar que eles são mais prejudiciais aos nossos ouvidos – e com razão -, mas veja o detalhe do início da matéria:

“Fones intra-auriculares (in ear) são aqueles que entram no canal do ouvido e isolam boa parte do som externo, permitindo que você ouça música com qualidade sonora e com um volume mais baixo — algo bastante recomendado para quem usa fones por períodos muito longos”. (Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/fone-de-ouvido/47978-como-usar-fones-intra-auriculares-corretamente-.htm#ixzz2neNQyY8x)

Aí que está a questão: quanto melhor abafador de ruído que o fone tem, menos ruído externo ele deixa passar para o seu ouvido e menor o volume que você precisa colocar seu aparelho para ouvir gostoso... ou seja, menor o risco de lesar o ouvido.

Isso também acontece com aqueles fones que voltaram à moda, em formato de concha, que protegem todo o ouvido e também isolam um pouco ou totalmente o som externo.

Porém, para todos os tipos de fones, os conselhos são os mesmos:

1-      Procure produtos de qualidade (com abafador de ruído)

2-      Modere o volume, evitando ultrapassar a metade da potência de cada aparelho

3-      Modere no tempo de uso, evitando ultrapassar mais de 2 horas seguidas;  faça intervalos regularmente.

Dicas importantíssimas, principalmente nesta época de viagens e passeios. Cuidem dos seus ouvidos enquanto descansam nessas férias!