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quarta-feira, 26 de julho de 2017

XXXI Turma do Curso Teórico Prático Intensivo sobre Zumbido

Caros amigos otorrinos e fonos:

Convidamos você para o XXXI Turma do CURSO TEÓRICO-PRÁTICO INTENSIVO DE ZUMBIDO realizado integralmente no Instituto Ganz Sanchez no dia 21/10/2017.

Resumo: Sempre inovando; este é nosso jeito! Usando a conhecida didática e capacidade de síntese para compartilhar ideias, abordaremos tudo que é relevante para o atendimento de pacientes com zumbido em consultório. Diferente de outros cursos previamente ministrados pela Dra Tanit, este evento terá a participação prática e ativa da plateia em todas as aulas. Para melhor aproveitamento do conteúdo prático, este curso é aplicado a pequenas turmas (30 vagas por curso), de modo informal e com tempo para troca de experiências entre os participantes. Por ser um trabalho de equipe, sugerimos a participação de duplas de otorrinos+fonos para aumentar a probabilidade de implantação do aprendizado nos consultórios.

Organização:  Profa Dra. Tanit Ganz Sanchez (Otorrinolaringologista Livre-Docente pela FMUSP, Diretora-Presidente do Instituto Ganz Sanchez.

Gerência Financeira e Administrativa: Luzia Feitoza e Isabel Gomes

Público alvo: Otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos

Data:   Sábado, 21/10/17, das 8h às 18h

Local:   Av. Padre Pereira de Andrade, 353. Bairro: Alto de Pinheiros, São Paulo – SP.
              Ponto de referência: entrada pequena do Parque Villa Lobos

Contato: (11) 3021-5251 ou contato@institutoganzsanchez.com.br

Inscrições: R$ 494,00 (acesso às aulas, coffee-breaks, almoço e certificado). 

Forma de Pagamento:
- Boleto Bancário: favor solicitá-lo através de Telefone: (11) 3021-5251  ou E-mail: contato@institutoganzsanchez.com.br


  
Programa do curso:
Horário
Atividade
08:00h - 08:15h
Recepção dos participantes
08:15h - 08:45h
Apresentação (técnica do palito de fósforo) e discussão de expectativas
08:45h - 10:00h
Bloco 1 – Protocolo de anamnese dirigida com raciocínio lógico: como e por que?
(com demonstração prática)

ü  O que é necessário para todos os casos?
ü  O que é necessário para alguns casos?
ü  O que é necessário para os casos “diferentes”?
10:00h - 10:15h
Discussão
10:15h - 10:30h
Coffee Break
10:30h - 11:45h
Bloco 2 – Protocolo de exames complementares e hipóteses diagnósticas comuns: quando, como e por que? (com demonstração prática)
ü  audiometria convencional e a de altas frequências
ü  acufenometria e o limiar mínimo de mascaramento
ü  limiar de desconforto a sons
ü  exames laboratoriais
ü  emissões otoacústicas, BERA e exames de imagem
11:45h - 12:00h
Discussão
12:00h - 13:30h
Almoço no Instituto Ganz Sanchez (www.institutoganzsanchez.com.br)
13:30h - 16:30h
Bloco 3 – Protocolo de tratamento aplicado a subgrupos: quais, quando, como e por quê?
ü  “Plano A” e “Plano B”
ü  Aconselhamento otimizado (com demonstração prática)
ü  Medicamentos de A a Z
ü  Mascaramento e/ou habituação?
ü  Antecipando o futuro
16:30h - 16:45h
Coffee Break
16:45h - 17:45h
Bloco 4 – Apresentação de casos reais com tratamentos distintos
17:45h - 18:00h
Discussão e encerramento
Aguardamos você! Sua participação certamente fará este curso mais interessante!

Prof. Dra. Tanit Ganz Sanchez

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Pesquisa sobre Cura do Zumbido: vamos entender?

Hoje proponho um “brainstorm” coletivo com essa leitura. A Ciência reforça que pesquisas confiáveis sobre tratamento devem seguir um método rígido chamado Ensaio Clínico Randomizado (ECR) para diminuir a chance de erros na interpretação dos resultados. Por exemplo, não basta dar um medicamento para 100 pessoas e ver se ele funciona ou não... é necessário dividir as 100 pessoas em 2 grupos, por sorteio, de modo que metade vai tomar o tal medicamento e metade toma placebo (substância que não faz efeito). Além disso, nem o médico nem o paciente devem saber o que cada um está tomando (apenas uma terceira pessoa sabe de tudo).

Admiro este método rigoroso, mas tenho minhas frustrações com ele. Como o zumbido é cheio de variáveis, parece improvável que um ECR realmente mostre o caminho para a cura. Assim, me atrevi a criar uma pesquisa alternativa e simples: encontrar ex-sofredores de zumbido que se consideram CURADOS, ou seja, fazer o contrário dos outros – aprender com quem JÁ SE CUROU!
 
Incluímos pessoas que tiveram zumbido diariamente por pelo menos 3 meses (de qualquer causa) e já estavam curados há pelo menos 6 meses. EXCLUÍMOS pessoas que não se incomodam com o zumbido, mas ainda o percebem em baixo volume.
 
Já entrevistamos os primeiros 50 pacientes. Aqui vai o resumo dos resultados:
- a idade deles variou de 14 a 89 anos de idade (média de 53,78 anos). Por algum motivo, 72% eram mulheres (não sei explicar, mas adorei essa parte!). A duração do zumbido variou de 3 meses a 40 anos (média de 5,83 anos, ou seja bem crônico!). Você pode imaginar alguém com zumbido por 40 anos e depois se cura? Nenhum pesquisador acreditaria nisso!

- o incômodo que o zumbido causava era tão importante como o de qualquer pessoa. Na escala de 0 a 10 de incômodo, 80% davam nota de 7 a 10 para o zumbido. Vários tinham alterações no sono, na concentração, no equilíbrio emocional ou na vida social.

- 58% tinham zumbido do tipo tom puro (apito, cigarra, grilo etc) e sempre havia outros sintomas junto, sejam eles do próprio sistema auditivo (perda auditiva, ouvido tampado, intolerância a sons ou tontura), ou do sistema somatossensorial (dor de cabeça, no pescoço ou na articulação temporomandibular) ou do sistema digestivo (jejum prolongado, abuso de doces ou cafeína).

- 52% tinham audiometria normal nas frequências de 250 a 8000Hz.
Agora pasmem... o período que essas pessoas já estão curadas variou de 6 meses a 37 anos, com média de quase 10 anos! Além disso, 60% fizeram apenas uma ou duas tentativas de tratamento, o que sugere que existe um subtipo de zumbido que é FÁCIL de curar. Isso é exatamente o que precisamos descobrir: qual é a chave que “abre a porta” do sucesso.

Os tratamentos que os próprios pacientes acharam responsáveis pela cura foram: medicação (42%), técnicas de terapias manuais ((10%) e aparelhos auditivos convencionais (sem gerador de som – 6%). Um número menor de pessoas atribuiu a cura à espiritualidade, ao poder da mente, à placa oclusal, ao aconselhamento,  à dieta, à mudança da cidade para o campo etc.

Agora vem o brainstorm: esses casos se curaram com tratamentos que falharam em pesquisas do tipo ECR (expliquei lá em cima, lembra?). Por isso, acho que a Ciência precisa urgentemente REPENSAR a maneira de planejar e interpretar o ECR, evitando menosprezar tratamentos que não superam o placebo quando aplicados para zumbido em geral. É mais lógico entender que misturar um grupo de pessoas com zumbido pode ser uma falha grave nas pesquisas, por isso, um tratamento que “falha” poderia funcionar melhor se fosse direcionado para subgrupos específicos de zumbido. Esse, SIM, me parece ser o segredo do sucesso!

Depois de entrevistar esses pacientes, naturalmente passei a acreditar ainda mais na cura do zumbido. Curar-se é como alcançar a linha de chegada, ou seja, percorrer 100% da jornada: não é num único pulo, mas aos poucos!

CONCLUSÃO: o estudo dos primeiros 50 pacientes que se curaram evidenciou que a cura do zumbido pode ser obtida por meio de diferentes estratégias e por um período de tempo longo e estável. Pertencer ao sexo feminino e ter um zumbido do tipo tom puro com audiometria normal podem ser fatos relevantes, mas não necessários para a cura.

Este trabalho foi apresentado como convite para a Sessão Presidencial do XII International Tinnitus Seminar e I World Congress of Tinnitus, que foi realizado de 22 a 24 de maio de 2017 em Varsóvia, Polônia.


Se você conhecer alguém que tinha zumbido e não tem mais, escreva para contato@institutoganzsanchez.com.br. Obrigada!

terça-feira, 3 de maio de 2016

Criança tem zumbido?

Querem saber se criança tem zumbido? Siiiiiiiim! Se vocês nunca viram uma delas, provavelmente vão duvidar... mas vamos aos argumentos:


A) Tive a oportunidade de orientar o doutorado da Dra Cláudia Coelho que, junto com a fono Sandra Weber, testaram 506 crianças de 5 a 12 anos, em escolas públicas ou privadas no interior do Rio Grande do Sul. Sabendo que crianças têm tendência de gerar falsos positivos para agradar os examinadores, nosso questionário tinha 3 critérios de rigor para considerarmos que uma criança da pesquisa tinha zumbido. Ela tinha que: 1) responder SIM para a pergunta "você ouve algum barulhinho nos seus ouvidos quando está tudo em silêncio?"; 2) saber descrever COMO era o som; 3) saber descrever ONDE o ouvia (lado do ouvido ou cabeça). Ficamos surpresas de constatar que 37% dessas 506 crianças tinham a percepção de zumbido (Coelho CCB, Sanchez TG, Tyler R. Tinnitus in children and associated risk factors. Prog Brain Res. 2007;166:179-91).

B) Depois dessa experiência, meu pensamento era "se as crianças têm mais zumbido do que o percentual obtido nas pesquisas de prevalência na população geral - que nem incluem crianças! - então, os adolescentes também devem ter!". Lá fomos nós buscar essa resposta... na pesquisa com 170 adolescentes de 12 a 17 anos, vimos que: 1) usando um questionário como instrumento para saber a resposta à pergunta "você tem ou teve zumbido nos últimos 12 meses?", constatamos que 54,7% deles responderam SIM, além de terem esclarecido como era o som, onde o percebiam (ouvidos ou cabeça) e em que situações ele aparecia; 2) quando colocados dentro da cabina acústica para medir a audição, 28,8% deles também foram capazes de fazer acufenometria (medida da frequência e intensidade do zumbido) porque o estavam percebendo naquele preciso momento! Resumindo: mesmo considerando apenas a taxa de zumbido obtida dentro da cabina (que foi o trunfo desse trabalho), DE NOVO vimos uma prevalência de zumbido muito maior do que a relatada nos estudos com a população geral. Esse trabalho completo até foi dividido em duas publicações: Sanchez TG, Oliveira JC, Kii MA, Freire K, Cota J, Moraes FV. Tinnitus in adolescents: the start of the vulnerability of the auditory pathways. Codas. 2015;27(1):5-12 e Sanchez TG, Moraes FV, Casseb J, Cota J, Freire K, Roberts LE. Tinnitus is associated with reduced sound level tolerance in adolescents with normal audiograms and otoacoustic emissions. Sci Reports, no prelo).

Então, se zumbido é mais comum do que o esperado em crianças e adolescentes, por que eles não chegam aos nossos consultórios? Simples! Ficou claro que eles não têm incômodo e nem contam aos pais - geralmente porque acham que “é normal” ou que “todo mundo tem” ou porque dormem com a TV ligada. Com isso, existe uma habituação/adaptação espontânea ao zumbido nessas faixas etárias, gerando menos repercussão negativa na qualidade de vida (esse é o lado bom da coisa ruim). Por outro lado, deixar de investigar a tratar precocemente são os fatores primordiais para incentivar a cronicidade, tornando uma boa resposta a um eventual tratamento potencialmente mais difícil no futuro.

Para finalizar, faço um convite a vocês: que tal incluir uma perguntinha básica na anamnese de crianças ou adolescentes: “Você ouve algum som nos seus ouvidos/cabeça quando está tudo em silêncio?”. Isso é válido para otorrinos, fonos, pediatras, hebiatras, psicólogos, etc. Eles conseguem ser bem precisos nas respostas e certamente avançaríamos mais nesse tópico intrigante.





quarta-feira, 20 de abril de 2016

Conheça os problemas do ouvido que estão “virando moda”: Hiperacusia, Misofonia e Zumbido

Tão comuns, mas tão pouco conhecidos, que mereceram canais específicos de divulgação e cada vez mais pessoas estão se identificando com eles.
A vida moderna tem mesmo causado alguns problemas mais sutis nos ouvidos que ainda não são tão famosos como a perda auditiva. Mas do jeito que a comunidade está se identificando com esses problemas, em breve eles serão mais populares do que a surdez.
A exposição crescente aos ruídos, seja por diversão, por trabalho ou simplesmente pela vida agitada das grandes cidades, tem mudado a maneira pela qual os ouvidos reagem aos sons e deixado-os mais sensíveis. 

A demanda de pessoas aos consultórios médicos se queixando de intolerância aos sons da vida aumentou muito e atualmente, atendo pelo menos uma pessoa por dia que se incomoda com o volume da voz das pessoas falando, da TV ligada, do trânsito, da praça de alimentação nos shoppings, dos latidos de cachorro etc. Essa é a história típica de quem tem Hiperacusia, que é uma intolerância com o volume dos sons. 

Por mais que seja esperado que os sons altos incomodem mais as pessoas do que os sons baixos, os portadores de Hiperacusia já começam a incomodar com sons antes dos 95 deciBels (dB) esperados para começarem a deflagrar desconforto. “Para se ter uma noção, uma conversa em volume normal alcança cerca de 60-65dB. Nos casos mais graves de Hiperacusia, as pessoas já sentem desconforto ao ouvirem sons de 40-50dB, o que praticamente inviabiliza uma vida profissional ou social.
Também tem ficado mais comum receber pessoas jovens se incomodando com sons baixos, mas repetitivos, como pessoas mastigando nas refeições ou mascando chiclete, nariz fungando, papel de bala, de pipoca ou de salgadinho no cinema, tamborilar de dedos, clique de caneta, chinelo arrastando etc. Diferente dos outros pacientes, esses jovens têm uma forte reação de raiva quando ouvem esses sons e alguns até chegam a ser agressivos. Para eles, não basta abaixar o volume dos sons, eles têm que desaparecer. Essa é a Misofonia ou Síndrome de Sensibilidade Seletiva do Som, conhecida também como 4S. Curiosamente, mais de 90% desses casos começam na infância ou adolescência, só que a falta de conhecimento faz com que essas pessoas sejam marginalizadas como ranzinzas ou anti-sociais, o que aumenta ainda mais o sofrimento. Uma maneira de acolher essas pessoas que ainda não têm respaldo da classe médica foi criar o S.O.S. Misofonia (http://misofonia.com.br) com dois objetivos: distribuir conhecimento à população carente de informação e permitir que os sofredores enviem um alerta anônimo a outra pessoa que nem sabe que faz os sons que o incomodam tanto.

O terceiro membro dessa família de efeitos colaterais dos ruídos da vida sobre os ouvidos é o zumbido. Esses sons podem ser comparados a apitos, chiados, cigarras, grilos, panela de pressão, etc e ocorrem em todas as idades, inclusive crianças e adolescentes, podendo comprometer o sono, a concentração na leitura, o equilíbrio emocional e até a vida social e familiar.
Pesquisas mostram que 1 a cada 4-5 pessoas tem zumbido, facilitando a compreensão de como isso se tornou tão comum. Como em qualquer família, os membros andam em grupos, ou seja, um único paciente pode ter associação de zumbido, misofonia e hiperacusia ao mesmo tempo.

Diagnósticos e Tratamentos: Hiperacusia e Misofonia 
Juntas ou separadas, podem ser amenizados com tratamentos diferentes, porém que devem ser personalizados caso a caso: medicações, terapia sonora com uso de sons de fraca intensidade, terapia cognitivo-comportamental e muita informação. Entender o problema é metade do caminho para quem não sabe o que tem. 

O portal S.O.S Misofonia (http://misofonia.com.br) ajuda a entender um pouco mais sobre essa doença recente e devastadora, além de alertar um outro indivíduo ‘anonimamente’ (seja no ambiente escolar ou profissional) que o barulho produzido traz um grande incômodo.

Zumbido 
Apesar de muitas pessoas pensarem que não existe tratamento para o Zumbido, já existe  e vários pacientes já receberam melhora no sintoma e também alguns alcançaram a cura, mas, para que seja iniciado é preciso uma análise do paciente e que englobe a rotina de trabalho, os hábitos alimentares -  a ingestão de gorduras, cafeína e doces – se toma alguma medicação de uso contínuo e qual o volume e a intensidade que o paciente escuta música, dentre outros. Só com esse perfil é possível tratar o paciente de forma adequada, seja com medicamentos ou com a reeducação para algum hábito ruim.

quinta-feira, 7 de maio de 2015


Ser MÃE - com letras maiúsculas - realmente é um dos maiores aprendizados que a vida pode dar às mulheres.


Espero que você tenha EMOÇÕES gostosas e reconfortantes quando pensa nessa palavra:
- seja por lembrar da sua mãe, mesmo que ela não esteja tão perto
- seja por lembrar da sua avó, mesmo que ela não esteja tão perto
- seja por lembrar de você, mesmo que seus filhos não estejam tão perto

Como qualquer aprendizado, quem disse que é fácil ser MÃE? Afffe!!!
Maternidade é muito mais do que dar à luz, alimentar, vestir e colocar para dormir. 
Isso qualquer uma faz. O difícil, pelo menos para mim, é o malabarismo de me equilibrar o tempo todo na corda bamba,jogando SEIS bolas para cima e pegando-as sem deixar nenhuma cair e quebrar.

1ª bola: nosso papel de moldar a personalidade dos filhos 
naquilo que é possível, QUANDO possível (sim, tem tempo para isso e quanto antes, melhor)
e COMO possível (sim, tem jeito para isso, mas eu não sei exatamente qual é...), 
sempre para o bom caminho. 
Afinal, 
pus duas filhas no mundo achando que elas vão ser boas e felizes!

2ª bola: ter que ser bom exemplo (quase) o tempo todo para que eles não pensem que seu lema predileto é "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço" (desmoralizante, né?). Essa bola foi motivadora para meu amadurecimento logo na primeira gestação. Sou dura comigo mesma e não me permito errar com o que já errei antes (a autocobrança chegou aqui e nunca mais saiu, rs).  

3ª bola: achar que eles vão valorizar nossos bons exemplos, mesmo quando alguém chega com a tentação: 
"ahh, deixe de ser careta, que mal faz só um pouquinho?"(um pouquinho de qualquer coisa que você ache que pode estragar seu filho) Esse é um dos meus sonhos. Será que elas vão ter esse discernimento e vão aprender com as ciladas da vida? Ai, que bola difícil de equilibrar!

4ª bola: entrosar as diferenças de personalidade, para que um sempre entenda o outro, mesmo quando não concorda. É o segredinho da receita para que o amor, a harmonia, a paz e o diálogo estejam sempre presentes dentro de casa. Essa é a bola mais frágil e a que mais me cansa equilibrar... mas é a que mais vale a pena!

5ª bola: ensinar, desde sempre, a lição de que "combinado é combinado". 
Sua palavra de honra bem cumprida faz de você uma pessoa confiável, que merece a credibilidade dos outros. 
Isso tem muito valor agregado, mas é um pensamento em extinção :( Pessoas que falam uma coisa e fazem outra podem nos fazer mal a qualquer momento. Esse é outro dos meus sonhos... será que elas vão demorar para entender isso na prática? Será que vão aprender com as ciladas da vida?

6ª bola: aceitar (e agir de acordo!) que seus filhos podem sim, saber mais do que você em algumas coisas. 
Para falar a verdade, essa bola eu tenho grande prazer de equilibrar! Não tem dinheiro no mundo que pague sua sensação de "queixo caído" porque sua filha foi surpreendentemente boa em alguma coisa (qualquer coisa!)

Rezo todo dia para conseguir equilibrar bem essas bolas!
Agora que o CORAÇÃO de mãe já está aliviado, vamos falar dos OUVIDOS, que é o tema de hoje, rsrs!
Sabe quando os ouvidos dos nossos filhos começam a funcionar? Entre a 5a e a 7a semana de gestação!!! 
Muita gente nem sabe que está grávida nessa época!

E o que esse fato muda na sua vida? Para quem já "fechou a fábrica", não muda nada. 
Para quem ainda quer ter filhos, ATENÇÃO! Quanto mais você explorar bem esse conhecimento, melhor!!!Hããã?

Vamos vincular EMOÇÕES, CORAÇÃO e OUVIDOS de uma vez!
Logo no comecinho da gestação, seu filho já pode ser emocionalmente bem moldado só porque já tem OUVIDOS funcionantes.Não é legal?
- ele pode ouvir sua voz de mãe feliz porque está gravida. Ouvindo, ele sente...
- ele pode ouvir as músicas calmas que você coloca especialmente para ele
enquanto passa a mão na própria barriga e fala com ele. Ouvindo, ele sente...
- ele pode ouvir as conversas que você tem com o pai sobre como vocês estão esperançosos
com a chegada dele e a vida nova. Ouvindo, ele sente...
- mas ele também pode ouvir quando você fala coisas que não são as melhores
que poderiam sair de sua boca. Ouvindo, ele sente...
Percebeu a importância?

Portanto, dê valor aos seus OUVIDOS! 
Eles são muito importantes na nossa vida, desde o comecinho!
E eu sou suspeita para falar, né? Sou MÃE e sou otorrino "viciada" em saber cada vez mais sobre essa parte do corpo, :)

Dedico esse texto em homenagem a todos os filhos de uma MÃE!
Pensou bobagem? Essa foi apenas uma maneira diferente de homenagear a todos :)
Feliz Dia das Mães! Nós realmente merecemos!!!

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Claudia Leitte, você está muito certa, viu? Virei sua fã!




Quem acompanhou o "barulho" que a Claudia Leitte conseguiu provocar no ensaio da bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel mês passado? Justo porque ela pensou em "silenciar" um pouco do alto volume do som que chega aos ouvidos dela com protetores de ouvido personalizados para ela... Imaginem só, ser vaiada por fazer a coisa certa.


O que vocês acham disso? Confesso que senti uma mistura de raiva (de quem vaiou) com pena (de quem foi vaiado; poderia ter sido qualquer um) e com frustração (por ver taaanto desconhecimento sobre a fragilidade dos ouvidos perante o som de uma bateria). Sempre que sinto coisas ruins como essas, me obrigo a mudar de sintonia: respiro fundo, me acalmo e tento pensar com a cabeça (mais) aberta para tentar entender o outro lado das coisas.


Frutos dessa reflexão:

1. A Claudia Leitte, como qualquer cantora que se preze, sabe que depende dos ouvidos e da voz para fazer e manter uma carreira de sucesso. ELA FEZ CERTO, mas foi v-a-i-a-d-a!!!!


2.  Tudo que eu queria era que alguém famoso mostrasse em público que se importa com a saúde auditiva, para que os imitadores fizessem o mesmo. Pensei até numa cena de novela em que uma turma fosse para a balada, cada um usando um protetor de ouvido de cor diferente! Isso ia ajudar muita gente a entender que é NECESSÁRIO proteger os ouvidos! Quase pulei de alegria ao ver a foto da Claudia Leitte com protetor de ouvidos em plena Sapucaí, pois todos os anos nós atendemos pessoas que amargam um zumbido e uma perda auditiva permanente depois dos exageros do Carnaval e se arrependem profundamente. ELA FEZ CERTO, mas foi v-a-i-a-d-a!!!!


3. tem gente que comentou na entrevista "Isso é coisa de principiante, de alguém que acabou de entrar para o samba. Como ela vai interagir com a bateria assim?" Principiante ou não, ELA FEZ CERTO, mas foi v-a-i-a-d-a!!!!


4. teve quem falou: “É uma questão de costume. Eu acho indelicado com a bateria.” Eu jamais pensaria em indelicadeza, mas foi ótimo saber que alguém pode pensar dessa maneira. Quem sabe isso pode ajudar nas campanhas de divulgação do assunto? De qualquer jeito, ELA FEZ CERTO, mas foi v-a-i-a-d-a!!!!


5. Senti uma certa maldade nesse comentário que veio a público: “Ela não quer ouvir o coração da escola? Se ela não pode ouvir a bateria, passa a bola. É a maior emoção escutar aquele som. Aí vou tampar? Nem pensar”. Acho que ser eleita Rainha da Bateria deve ser uma emoção e tanto para quem ganha, deixando muuuuita gente com inveja. Por mim, ELA FEZ CERTO, mas foi v-a-i-a-d-a!!!!


6. O comentário mais precioso para mim foi esse: “Não temos esse hábito aqui. Depois dos ensaios, parece que a bateria ainda está no nosso ouvido. Mas a gente se acostuma e, quando chega em casa, já passou o efeito.”. Puxa, se as pessoas soubessem que os ouvidos que ficam com esse zumbido temporário são aqueles que já são vulneráveis, entenderia melhor que o risco de continuar se expondo ao som da bateria (ou de outros) é maior do que o de outras pessoas.


7. A pérola final da entrevista ficou por conta da frase: A escola informou que, por ser intérprete, ela não pode ter a audição prejudicada. O motivo não convenceu o público. “Quando ela decidiu ser rainha não imaginou que o barulho fosse ser alto?” Ai,ai,ai... o que será que tem poder para convencer o público além das inúmeras informações de pesquisas científicas ancestrais e até de várias coisas leigas que estão na internet para serem vistas por todos? Para quem não acredita na inteligência da PREVENÇÃO, acho que só mesmo a dolorida experiência de uma lesão auditiva no próprio ouvido para as pessoas acreditarem.

Por isso, digo sem medo de ser vaiada: CLAUDIA LEITTE, VOCÊ ESTÁ MUITO CERTA, VIU? VIREI SUA FÃ!!!

Profa Dra Tanit Ganz Sanchez

Presidente da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A perigosa relação da diabetes com a audição

Está aí um assunto que merece mais atenção... Cerca de 382 milhões de pessoas no mundo têm diabetes. Algumas se conformam com a necessidade de se privar das guloseimas, enquanto outras vivem burlando as regras e até comem doces escondido da família. 

De um jeito ou de outro, a diabetes é uma doença bem chata, pois suas consequências podem acometer vários outros órgãos do corpo. Bastante ênfase é dada aos problemas visuais, renais e ao famoso “pé diabético”, que não cicatriza e pode levar à amputação.

Pouca gente dá valor aos problemas auditivos dos diabéticos, mas eles têm o dobro da probabilidade de ter esses problemas quando comparados às pessoas sem diabetes. Além disso, 45% dos diabéticos têm perda auditiva. Se lembrarmos que o zumbido é consequência de perda auditiva, está aí uma ligação comum entre todos os problemas.

Portanto, esses dados são muito preocupantes, afinal todos esses problemas estão aumentando rapidamente!!! Para se ter uma ideia, a previsão para 2035 é de 55% de aumento de diabéticos e, até 2050, de 50% de aumento de pessoas com problemas auditivos.

Chocante, não? E o que é mais interessante: muito antes da diabetes aparecer, as pessoas já estão no estágio de pré-diabetes e não sabem! Exames de sangue como glicemia de jejum, hemoglobina glicosilada e curva glico-insulinêmica podem ajudar na detecção precoce. 

Por isso, convido a todos para repensarmos nossos cuidados com a saúde e os possíveis erros alimentares que não valorizamos como deveríamos! 



sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Como será o Novembro Laranja 2014?

O nosso objetivo é alcançar a população de modo elegante, pacífico, efetivo e que seja vantajoso para todos os envolvidos. O Novembro Laranja é um movimento Nacional criado para popularizar a realidade preocupante dos problemas do ouvido. Durante todo esse mês, diversas ações serão realizadas para alertar os profissionais e, principalmente, o público que sofre com o zumbido. Veja algumas dicas importantes:  

1. Zumbido e intolerância a sons são sintomas dos ouvidos mais vulneráveis a agressões;
2. É necessário investigar corretamente as várias causas desses sintomas; 
3. Tratar precocemente pode fazer toda a diferença na recuperação do ouvido;
4. Mudar pensamentos comuns como "não há nada a fazer" ou "isso não tem cura" para "vamos fazer o melhor possível, mesmo que a melhora seja parcial" amplia a atuação médica e aumenta a chance de melhora do paciente.



Ações do Novembro Laranja em 2014:

1. Durante todo o mês de novembro será postado nas redes sociais pelo menos uma dica por dia que foram feitas por profissionais de diversas cidades, bastante envolvidos no assunto.
2. Terá a 15º edição do Curso Teórico-Prático Intensivo de Zumbido, no dia 08/11, das 8 às 18h, realizado no Instituto Ganz Sanchez. É destinado a otorrinos e fonoaudiólogos, e a inscrição pode ser feita através do nosso site: http://institutoganzsanchez.com.br/cursoteorico.html
3. No dia 09/11 teremos a ação física de conscientização no Parque do Ibirapuera, na Arena Ponte de Ferro, das 9 às 15h. Essa ação é para mobilizarmos a população e alertar sobre a importância da prevenção. Vista-se de laranja e venha fazer parte desse grande movimento! J

Não deixe de acompanhar nossas redes sociais e divulgar nossas dicas na sua região:
Instagram (@zumbidonoouvido)
Twiter (@zumbidonoouvido)

Agradecemos sua ajuda no crescimento e sucesso do Novembro Laranja! Ahh, e use a hashtag #NovembroLaranja ;)


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Como ser parceiro do Novembro Laranja em 2014?

Criamos a Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido em 2009 para realizar ações de conscientização durante o mês de novembro, quando se comemora o Dia Nacional de Conscientização do Zumbido (11 de novembro). 
Em 2014, a ação presencial será no domingo, 09 de novembro, no Parque do Ibirapuera em São Paulo. Mesmo não sendo de SP, você pode nos ajudar! 

1. O que oferecemos?

• Informação de qualidade, disponibilizada em nossas redes sociais e na forma de folder específico;
• Camisetas da campanha; 
• Cópias impressas do folder explicativo com os logos dos apoiadores;
• Versão eletrônica do folder explicativo para você reproduzir na quantidade ideal para o evento na sua região.

Gostou? Quer participar? Mande seu nome completo, profissão, instituição pública ou privada que deseja ser parceira por e-mail para contato@institutoganzsanchez.com.br.

2. O que pedimos?

• Acesse as dicas assinadas em nossas mídias Facebook (Instituto Ganz Sanchez), Instagram (@zumbidonoouvido), Twitter (@zumbidonoouvido) e blog (http://tanitganzsanchez.blogspot.com.br/) e divulgue-as ao seu público, aumentando o alcance da Campanha em sua região. 
• Se você for de São Paulo, acompanhe nossa ação física no Parque do Ibirapuera no dia 09/11; senão, acompanhe nossas notícias.
• Vista laranja, tire fotos do Novembro Laranja em sua região e nos envie para divulgarmos sua iniciativa. A dica é sempre colocar a hashtag #NovembroLaranja para que possamos localizar e divulgar sua foto.

Agradecemos sua ajuda no crescimento e sucesso do Novembro Laranja! :)




segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Calmantes para dormir? MUITO CUIDADO!

Para todos os pacientes que atendo no consultório, independente dos motivos que os levaram à consulta, pergunto quais medicamentos estão em uso no dia-a-dia de cada um. Fico pasma de ver como cada vez mais pessoas usam algum calmante (com receita médica controlada) para dormir...
Eu concordo em gênero, número e grau que dormir bem é fundamental para uma qualidade de vida mínima e para manter um equilíbrio emocional razoável.


Também compreendo que algumas pessoas vivem uma vida com taaaantos problemas e com tãããão pouca habilidade de lidar com eles, que a opção mais fácil é recorrer a uma medicação. Isso de fato pode ajudar as pessoas a terem uma ou várias noites melhores, mas... ATENÇÃO!!!

1. Dormir às custas de calmantes não resolve os problemas da vida de cada um. Por isso, se você não se mexer, os problemas continuam e já tem grande chance de você ter que prolongar os medicamentos. Por isso, analise o que VOCÊ pode fazer para melhorar! Mesmo quando você acha que o problema é por causa do comportamento da pessoa A ou B, pense bem como VOCÊ pode mudar seu comportamento para ajudar a resolver tais problemas... um passinho de cada vez faz diferença. Puxar a responsabilidade para si mesmo pode lhe dar mais opções de sucesso do que ficar eternamente se fazendo de vítima da situação.
2. Muitos dos calmantes prescritos de rotina por aí, em especial os benzodiazepínicos, PIORAM a qualidade de sono. Entenda bem: por mais que eles façam você dormir mais cedo, a qualidade do sono depois que você fecha os olhos é muito diferente do sono natural. Por isso muitas pessoas acordam ainda com a sensação de cansaço.
3. O mesmo acontece com a bebida alcóolica. Segundo um dos meus ótimos professores nas aulas de Distúrbios do Sono, “álcool é garantia de noite agitada”. Funciona da mesma maneira: dá sono antes, mas a qualidade fica comprometida. Por isso, o hábito de “beber para acalmar” pode não ser a melhor estratégia para quem tem distúrbios do sono.
4. Uma pesquisa franco-canadense publicada na British Medical Journal alertou para o risco do uso prolongado (mais de 3 meses) de benzodiazepínicos à demência, aumentando em até 51% a chance de desenvolver o Mal de Alzheimer.

Precisam de mais argumentos??? Vamos ser felizes, gente! Resolver os problemas que a vida nos coloca é uma arte! Jogar o lixo (mágoas, decepções, raivas) para fora é fundamental pra nos colocar no caminho certo!!!


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Barotrauma: o que é e como evitar?


Você deve ter lido recentemente que o cantor Justin Bieber, um dos queridinhos das adolescentes, vai operar os ouvidos. Por mais que ele e todos os cantores sejam do grupo de rico para lesar os ouvidos pelo som alto, a cirurgia não vai ser por causa disso, não. 
Segundo fontes, ele teve uma ruptura do tímpano (membrana interna que separa o ouvido externo do ouvido médio) durante uma brincadeira em que saltou de um penhasco para o mar. Provavelmente ele teve um barotrauma, ou seja, uma lesão por diferença abrupta de pressão atmosférica. 

Fica mais fácil entender se lembrarmos que todos nós sentimos algo diferente nos ouvidos – em geral uma sensação de tampado – durante a subida ou descida de carro para o litoral, em decolagens e aterrissagens de avião, em mergulhos de apneia ou de cilindro, em saltos do trampolim ou até mesmo em determinados elevadores modernos de edifícios altos que sobem ou descem muito rápido. Isso é normal, dura pouco tempo e significa que os nossos ouvidos estão tentando equalizar essa diferença de pressão atmosférica.

Entretanto, em algumas situações os ouvidos não conseguem equalizar a mudança de pressão. Nesses casos, a sensação de entupimento dos ouvidos dura mais tempo e pode ser acompanhada de dor, ruptura dos tímpanos ou sangramento no ouvido médio. Aí sim, fica confirmado o barotrauma. E pasmem... muitos dos barotraumas no ouvido acontecem em pessoas que têm problemas de NARIZ, ou seja, que estão resfriados ou em crises de rinite ou sinusite, já que esses problemas respiratórios dificultam a equalização da pressão no ouvido.

Um pulo do penhasco implica que o cantor estava alguns metros acima do nível do mar. Quando pulamos na água, existe grande diferença de pressão atmosférica quando aprofundamos do 1º para o 2º metro. O fato dele ter pulado do penhasco deve ter feito os tímpanos estourarem durante essa fase do mergulho. Quando a perfuração do tímpano não se cicatriza espontaneamente, é necessário fazer uma cirurgia para fechá-la artificialmente, pois o tímpano íntegro é parte importante do processo de audição normal.