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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Mãe... EMOÇÕES, CORAÇÃO e OUVIDOS!


Eu nunca pensei em ter filhos. Achava que o meu amor pelo trabalho e pelo meu companheiro da época já eram suficientes para aquecer totalmente o meu coração.

Resisti bastante para sair da zona de conforto que eu estava, afinal ela tinha sido conquistada com muito esforço.
Mas chegou a hora de tentar, mesmo com muito medo de perder o que eu já tinha por não dar conta de tudo que viria pela frente.

Hoje, mãe de duas filhotas lindas, vejo meu "engano" claramente: se eu achava que conhecia o amor antes disso, eu estava re-don-da-men-te enganada! Depois de ser mãe, passei a me perguntar COMO eu pude pensar um dia em não conhecer esse privilégio? Em que planeta eu estava quando pensava esse absurdo?
Acima de tudo, POR QUE eu tive tanto medo de ter filhos, se eu gosto de desafios? 

Não tenho certeza das respostas, mas mesmo assim, sou MUITO grata ao Universo por ter tido essas duas oportunidades maravilhosas. 

Como especialista em ouvido, quero passar para vocês algumas informações preciosas. Desde o início da gestação, seu filho já pode ser emocionalmente influenciado só porque já tem OUVIDOS funcionantes. Não é legal? 
1) Ele pode ouvir sua voz de mãe feliz porque está grávida. Ouvindo, ele sente...
2) Ele pode ouvir as músicas calmas que você coloca especialmente para ele enquanto passa a mão na própria barriga e fala com ele. Ouvindo, ele sente...
3) Ele pode ouvir as conversas que você tem com o pai sobre como vocês estão esperançosos com a chegada dele e a vida nova. Ouvindo, ele sente...
Mas...
4) Ele também pode ouvir quando você fala coisas que não são as melhores que poderiam sair de sua boca. Ouvindo, ele sente...

Percebeu a importância?

Portanto, dê valor ao fato de ser mãe e cuide bem do que os ouvidos dele vão ouvir de você, dentro ou fora de sua barriga. 

Os ouvidos são muito importantes na nossa vida, desde o comecinho, pois o conteúdo e a forma pela qual os sons chegam gera emoções diversificadas que serão a base do perfil de cada pessoa!
Desejamos um Dia das Mães inesquecível, assim como essa foto de um bebê que abraça a mãe assim que nasce: um verdadeiro privilégio!

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Conheça os problemas do ouvido que estão “virando moda”: Hiperacusia, Misofonia e Zumbido

Tão comuns, mas tão pouco conhecidos, que mereceram canais específicos de divulgação e cada vez mais pessoas estão se identificando com eles.
A vida moderna tem mesmo causado alguns problemas mais sutis nos ouvidos que ainda não são tão famosos como a perda auditiva. Mas do jeito que a comunidade está se identificando com esses problemas, em breve eles serão mais populares do que a surdez.
A exposição crescente aos ruídos, seja por diversão, por trabalho ou simplesmente pela vida agitada das grandes cidades, tem mudado a maneira pela qual os ouvidos reagem aos sons e deixado-os mais sensíveis. 

A demanda de pessoas aos consultórios médicos se queixando de intolerância aos sons da vida aumentou muito e atualmente, atendo pelo menos uma pessoa por dia que se incomoda com o volume da voz das pessoas falando, da TV ligada, do trânsito, da praça de alimentação nos shoppings, dos latidos de cachorro etc. Essa é a história típica de quem tem Hiperacusia, que é uma intolerância com o volume dos sons. 

Por mais que seja esperado que os sons altos incomodem mais as pessoas do que os sons baixos, os portadores de Hiperacusia já começam a incomodar com sons antes dos 95 deciBels (dB) esperados para começarem a deflagrar desconforto. “Para se ter uma noção, uma conversa em volume normal alcança cerca de 60-65dB. Nos casos mais graves de Hiperacusia, as pessoas já sentem desconforto ao ouvirem sons de 40-50dB, o que praticamente inviabiliza uma vida profissional ou social.
Também tem ficado mais comum receber pessoas jovens se incomodando com sons baixos, mas repetitivos, como pessoas mastigando nas refeições ou mascando chiclete, nariz fungando, papel de bala, de pipoca ou de salgadinho no cinema, tamborilar de dedos, clique de caneta, chinelo arrastando etc. Diferente dos outros pacientes, esses jovens têm uma forte reação de raiva quando ouvem esses sons e alguns até chegam a ser agressivos. Para eles, não basta abaixar o volume dos sons, eles têm que desaparecer. Essa é a Misofonia ou Síndrome de Sensibilidade Seletiva do Som, conhecida também como 4S. Curiosamente, mais de 90% desses casos começam na infância ou adolescência, só que a falta de conhecimento faz com que essas pessoas sejam marginalizadas como ranzinzas ou anti-sociais, o que aumenta ainda mais o sofrimento. Uma maneira de acolher essas pessoas que ainda não têm respaldo da classe médica foi criar o S.O.S. Misofonia (http://misofonia.com.br) com dois objetivos: distribuir conhecimento à população carente de informação e permitir que os sofredores enviem um alerta anônimo a outra pessoa que nem sabe que faz os sons que o incomodam tanto.

O terceiro membro dessa família de efeitos colaterais dos ruídos da vida sobre os ouvidos é o zumbido. Esses sons podem ser comparados a apitos, chiados, cigarras, grilos, panela de pressão, etc e ocorrem em todas as idades, inclusive crianças e adolescentes, podendo comprometer o sono, a concentração na leitura, o equilíbrio emocional e até a vida social e familiar.
Pesquisas mostram que 1 a cada 4-5 pessoas tem zumbido, facilitando a compreensão de como isso se tornou tão comum. Como em qualquer família, os membros andam em grupos, ou seja, um único paciente pode ter associação de zumbido, misofonia e hiperacusia ao mesmo tempo.

Diagnósticos e Tratamentos: Hiperacusia e Misofonia 
Juntas ou separadas, podem ser amenizados com tratamentos diferentes, porém que devem ser personalizados caso a caso: medicações, terapia sonora com uso de sons de fraca intensidade, terapia cognitivo-comportamental e muita informação. Entender o problema é metade do caminho para quem não sabe o que tem. 

O portal S.O.S Misofonia (http://misofonia.com.br) ajuda a entender um pouco mais sobre essa doença recente e devastadora, além de alertar um outro indivíduo ‘anonimamente’ (seja no ambiente escolar ou profissional) que o barulho produzido traz um grande incômodo.

Zumbido 
Apesar de muitas pessoas pensarem que não existe tratamento para o Zumbido, já existe  e vários pacientes já receberam melhora no sintoma e também alguns alcançaram a cura, mas, para que seja iniciado é preciso uma análise do paciente e que englobe a rotina de trabalho, os hábitos alimentares -  a ingestão de gorduras, cafeína e doces – se toma alguma medicação de uso contínuo e qual o volume e a intensidade que o paciente escuta música, dentre outros. Só com esse perfil é possível tratar o paciente de forma adequada, seja com medicamentos ou com a reeducação para algum hábito ruim.

quinta-feira, 7 de maio de 2015


Ser MÃE - com letras maiúsculas - realmente é um dos maiores aprendizados que a vida pode dar às mulheres.


Espero que você tenha EMOÇÕES gostosas e reconfortantes quando pensa nessa palavra:
- seja por lembrar da sua mãe, mesmo que ela não esteja tão perto
- seja por lembrar da sua avó, mesmo que ela não esteja tão perto
- seja por lembrar de você, mesmo que seus filhos não estejam tão perto

Como qualquer aprendizado, quem disse que é fácil ser MÃE? Afffe!!!
Maternidade é muito mais do que dar à luz, alimentar, vestir e colocar para dormir. 
Isso qualquer uma faz. O difícil, pelo menos para mim, é o malabarismo de me equilibrar o tempo todo na corda bamba,jogando SEIS bolas para cima e pegando-as sem deixar nenhuma cair e quebrar.

1ª bola: nosso papel de moldar a personalidade dos filhos 
naquilo que é possível, QUANDO possível (sim, tem tempo para isso e quanto antes, melhor)
e COMO possível (sim, tem jeito para isso, mas eu não sei exatamente qual é...), 
sempre para o bom caminho. 
Afinal, 
pus duas filhas no mundo achando que elas vão ser boas e felizes!

2ª bola: ter que ser bom exemplo (quase) o tempo todo para que eles não pensem que seu lema predileto é "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço" (desmoralizante, né?). Essa bola foi motivadora para meu amadurecimento logo na primeira gestação. Sou dura comigo mesma e não me permito errar com o que já errei antes (a autocobrança chegou aqui e nunca mais saiu, rs).  

3ª bola: achar que eles vão valorizar nossos bons exemplos, mesmo quando alguém chega com a tentação: 
"ahh, deixe de ser careta, que mal faz só um pouquinho?"(um pouquinho de qualquer coisa que você ache que pode estragar seu filho) Esse é um dos meus sonhos. Será que elas vão ter esse discernimento e vão aprender com as ciladas da vida? Ai, que bola difícil de equilibrar!

4ª bola: entrosar as diferenças de personalidade, para que um sempre entenda o outro, mesmo quando não concorda. É o segredinho da receita para que o amor, a harmonia, a paz e o diálogo estejam sempre presentes dentro de casa. Essa é a bola mais frágil e a que mais me cansa equilibrar... mas é a que mais vale a pena!

5ª bola: ensinar, desde sempre, a lição de que "combinado é combinado". 
Sua palavra de honra bem cumprida faz de você uma pessoa confiável, que merece a credibilidade dos outros. 
Isso tem muito valor agregado, mas é um pensamento em extinção :( Pessoas que falam uma coisa e fazem outra podem nos fazer mal a qualquer momento. Esse é outro dos meus sonhos... será que elas vão demorar para entender isso na prática? Será que vão aprender com as ciladas da vida?

6ª bola: aceitar (e agir de acordo!) que seus filhos podem sim, saber mais do que você em algumas coisas. 
Para falar a verdade, essa bola eu tenho grande prazer de equilibrar! Não tem dinheiro no mundo que pague sua sensação de "queixo caído" porque sua filha foi surpreendentemente boa em alguma coisa (qualquer coisa!)

Rezo todo dia para conseguir equilibrar bem essas bolas!
Agora que o CORAÇÃO de mãe já está aliviado, vamos falar dos OUVIDOS, que é o tema de hoje, rsrs!
Sabe quando os ouvidos dos nossos filhos começam a funcionar? Entre a 5a e a 7a semana de gestação!!! 
Muita gente nem sabe que está grávida nessa época!

E o que esse fato muda na sua vida? Para quem já "fechou a fábrica", não muda nada. 
Para quem ainda quer ter filhos, ATENÇÃO! Quanto mais você explorar bem esse conhecimento, melhor!!!Hããã?

Vamos vincular EMOÇÕES, CORAÇÃO e OUVIDOS de uma vez!
Logo no comecinho da gestação, seu filho já pode ser emocionalmente bem moldado só porque já tem OUVIDOS funcionantes.Não é legal?
- ele pode ouvir sua voz de mãe feliz porque está gravida. Ouvindo, ele sente...
- ele pode ouvir as músicas calmas que você coloca especialmente para ele
enquanto passa a mão na própria barriga e fala com ele. Ouvindo, ele sente...
- ele pode ouvir as conversas que você tem com o pai sobre como vocês estão esperançosos
com a chegada dele e a vida nova. Ouvindo, ele sente...
- mas ele também pode ouvir quando você fala coisas que não são as melhores
que poderiam sair de sua boca. Ouvindo, ele sente...
Percebeu a importância?

Portanto, dê valor aos seus OUVIDOS! 
Eles são muito importantes na nossa vida, desde o comecinho!
E eu sou suspeita para falar, né? Sou MÃE e sou otorrino "viciada" em saber cada vez mais sobre essa parte do corpo, :)

Dedico esse texto em homenagem a todos os filhos de uma MÃE!
Pensou bobagem? Essa foi apenas uma maneira diferente de homenagear a todos :)
Feliz Dia das Mães! Nós realmente merecemos!!!

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Claudia Leitte, você está muito certa, viu? Virei sua fã!




Quem acompanhou o "barulho" que a Claudia Leitte conseguiu provocar no ensaio da bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel mês passado? Justo porque ela pensou em "silenciar" um pouco do alto volume do som que chega aos ouvidos dela com protetores de ouvido personalizados para ela... Imaginem só, ser vaiada por fazer a coisa certa.


O que vocês acham disso? Confesso que senti uma mistura de raiva (de quem vaiou) com pena (de quem foi vaiado; poderia ter sido qualquer um) e com frustração (por ver taaanto desconhecimento sobre a fragilidade dos ouvidos perante o som de uma bateria). Sempre que sinto coisas ruins como essas, me obrigo a mudar de sintonia: respiro fundo, me acalmo e tento pensar com a cabeça (mais) aberta para tentar entender o outro lado das coisas.


Frutos dessa reflexão:

1. A Claudia Leitte, como qualquer cantora que se preze, sabe que depende dos ouvidos e da voz para fazer e manter uma carreira de sucesso. ELA FEZ CERTO, mas foi v-a-i-a-d-a!!!!


2.  Tudo que eu queria era que alguém famoso mostrasse em público que se importa com a saúde auditiva, para que os imitadores fizessem o mesmo. Pensei até numa cena de novela em que uma turma fosse para a balada, cada um usando um protetor de ouvido de cor diferente! Isso ia ajudar muita gente a entender que é NECESSÁRIO proteger os ouvidos! Quase pulei de alegria ao ver a foto da Claudia Leitte com protetor de ouvidos em plena Sapucaí, pois todos os anos nós atendemos pessoas que amargam um zumbido e uma perda auditiva permanente depois dos exageros do Carnaval e se arrependem profundamente. ELA FEZ CERTO, mas foi v-a-i-a-d-a!!!!


3. tem gente que comentou na entrevista "Isso é coisa de principiante, de alguém que acabou de entrar para o samba. Como ela vai interagir com a bateria assim?" Principiante ou não, ELA FEZ CERTO, mas foi v-a-i-a-d-a!!!!


4. teve quem falou: “É uma questão de costume. Eu acho indelicado com a bateria.” Eu jamais pensaria em indelicadeza, mas foi ótimo saber que alguém pode pensar dessa maneira. Quem sabe isso pode ajudar nas campanhas de divulgação do assunto? De qualquer jeito, ELA FEZ CERTO, mas foi v-a-i-a-d-a!!!!


5. Senti uma certa maldade nesse comentário que veio a público: “Ela não quer ouvir o coração da escola? Se ela não pode ouvir a bateria, passa a bola. É a maior emoção escutar aquele som. Aí vou tampar? Nem pensar”. Acho que ser eleita Rainha da Bateria deve ser uma emoção e tanto para quem ganha, deixando muuuuita gente com inveja. Por mim, ELA FEZ CERTO, mas foi v-a-i-a-d-a!!!!


6. O comentário mais precioso para mim foi esse: “Não temos esse hábito aqui. Depois dos ensaios, parece que a bateria ainda está no nosso ouvido. Mas a gente se acostuma e, quando chega em casa, já passou o efeito.”. Puxa, se as pessoas soubessem que os ouvidos que ficam com esse zumbido temporário são aqueles que já são vulneráveis, entenderia melhor que o risco de continuar se expondo ao som da bateria (ou de outros) é maior do que o de outras pessoas.


7. A pérola final da entrevista ficou por conta da frase: A escola informou que, por ser intérprete, ela não pode ter a audição prejudicada. O motivo não convenceu o público. “Quando ela decidiu ser rainha não imaginou que o barulho fosse ser alto?” Ai,ai,ai... o que será que tem poder para convencer o público além das inúmeras informações de pesquisas científicas ancestrais e até de várias coisas leigas que estão na internet para serem vistas por todos? Para quem não acredita na inteligência da PREVENÇÃO, acho que só mesmo a dolorida experiência de uma lesão auditiva no próprio ouvido para as pessoas acreditarem.

Por isso, digo sem medo de ser vaiada: CLAUDIA LEITTE, VOCÊ ESTÁ MUITO CERTA, VIU? VIREI SUA FÃ!!!

Profa Dra Tanit Ganz Sanchez

Presidente da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A perigosa relação da diabetes com a audição

Está aí um assunto que merece mais atenção... Cerca de 382 milhões de pessoas no mundo têm diabetes. Algumas se conformam com a necessidade de se privar das guloseimas, enquanto outras vivem burlando as regras e até comem doces escondido da família. 

De um jeito ou de outro, a diabetes é uma doença bem chata, pois suas consequências podem acometer vários outros órgãos do corpo. Bastante ênfase é dada aos problemas visuais, renais e ao famoso “pé diabético”, que não cicatriza e pode levar à amputação.

Pouca gente dá valor aos problemas auditivos dos diabéticos, mas eles têm o dobro da probabilidade de ter esses problemas quando comparados às pessoas sem diabetes. Além disso, 45% dos diabéticos têm perda auditiva. Se lembrarmos que o zumbido é consequência de perda auditiva, está aí uma ligação comum entre todos os problemas.

Portanto, esses dados são muito preocupantes, afinal todos esses problemas estão aumentando rapidamente!!! Para se ter uma ideia, a previsão para 2035 é de 55% de aumento de diabéticos e, até 2050, de 50% de aumento de pessoas com problemas auditivos.

Chocante, não? E o que é mais interessante: muito antes da diabetes aparecer, as pessoas já estão no estágio de pré-diabetes e não sabem! Exames de sangue como glicemia de jejum, hemoglobina glicosilada e curva glico-insulinêmica podem ajudar na detecção precoce. 

Por isso, convido a todos para repensarmos nossos cuidados com a saúde e os possíveis erros alimentares que não valorizamos como deveríamos! 



terça-feira, 4 de novembro de 2014

10 DICAS para tratar e prevenir o zumbido!

1. Em festas, shows ou bares ruidosos: use protetores de ouvido e faça intervalos periódicos (10min a cada 1h). Isso faz muita diferença para a segurança dos ouvidos! Não ache "normal” sair da balada com zumbido!

2. Com fones de ouvido: evite ultrapassar a metade da potência do aparelho ou usar mais que 2 horas seguidas.

3. Alimente-se bem, 4 a 6 vezes ao dia, pouca quantidade, evitando abuso de cafeína, doces, álcool e nicotina.

4. Hidrate-se bem: beba água ou água de coco para seus rins conseguirem eliminar melhor as toxinas.

5. Exercite-se 5 vezes por semana: combata o sedentarismo, um grande inimigo: seu metabolismo vai melhorar!



6. Alivie seu estresse com atividades relaxantes eficazes: yoga, meditação, Tai-Chi-Chuan, Chi-Cong etc.

7. Troque momentos de silêncio por estimulação dos seus ouvidos com baixo volume de sons suaves.

8. Diminua o tempo de celular direto no ouvido: use mais mensagens de texto, viva-voz ou fone.

9. Evite auto-medicação: certos antiinflamatórios e antibióticos podem causar zumbido.


10. Incorpore mais momentos de prazer na sua vida: atividade física, passeios, relacionamentos saudáveis, cinema etc. Momentos de felicidade ajudam a restaurar nossos órgãos, inclusive os ouvidos.


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Como será o Novembro Laranja 2014?

O nosso objetivo é alcançar a população de modo elegante, pacífico, efetivo e que seja vantajoso para todos os envolvidos. O Novembro Laranja é um movimento Nacional criado para popularizar a realidade preocupante dos problemas do ouvido. Durante todo esse mês, diversas ações serão realizadas para alertar os profissionais e, principalmente, o público que sofre com o zumbido. Veja algumas dicas importantes:  

1. Zumbido e intolerância a sons são sintomas dos ouvidos mais vulneráveis a agressões;
2. É necessário investigar corretamente as várias causas desses sintomas; 
3. Tratar precocemente pode fazer toda a diferença na recuperação do ouvido;
4. Mudar pensamentos comuns como "não há nada a fazer" ou "isso não tem cura" para "vamos fazer o melhor possível, mesmo que a melhora seja parcial" amplia a atuação médica e aumenta a chance de melhora do paciente.



Ações do Novembro Laranja em 2014:

1. Durante todo o mês de novembro será postado nas redes sociais pelo menos uma dica por dia que foram feitas por profissionais de diversas cidades, bastante envolvidos no assunto.
2. Terá a 15º edição do Curso Teórico-Prático Intensivo de Zumbido, no dia 08/11, das 8 às 18h, realizado no Instituto Ganz Sanchez. É destinado a otorrinos e fonoaudiólogos, e a inscrição pode ser feita através do nosso site: http://institutoganzsanchez.com.br/cursoteorico.html
3. No dia 09/11 teremos a ação física de conscientização no Parque do Ibirapuera, na Arena Ponte de Ferro, das 9 às 15h. Essa ação é para mobilizarmos a população e alertar sobre a importância da prevenção. Vista-se de laranja e venha fazer parte desse grande movimento! J

Não deixe de acompanhar nossas redes sociais e divulgar nossas dicas na sua região:
Instagram (@zumbidonoouvido)
Twiter (@zumbidonoouvido)

Agradecemos sua ajuda no crescimento e sucesso do Novembro Laranja! Ahh, e use a hashtag #NovembroLaranja ;)


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Como ser parceiro do Novembro Laranja em 2014?

Criamos a Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido em 2009 para realizar ações de conscientização durante o mês de novembro, quando se comemora o Dia Nacional de Conscientização do Zumbido (11 de novembro). 
Em 2014, a ação presencial será no domingo, 09 de novembro, no Parque do Ibirapuera em São Paulo. Mesmo não sendo de SP, você pode nos ajudar! 

1. O que oferecemos?

• Informação de qualidade, disponibilizada em nossas redes sociais e na forma de folder específico;
• Camisetas da campanha; 
• Cópias impressas do folder explicativo com os logos dos apoiadores;
• Versão eletrônica do folder explicativo para você reproduzir na quantidade ideal para o evento na sua região.

Gostou? Quer participar? Mande seu nome completo, profissão, instituição pública ou privada que deseja ser parceira por e-mail para contato@institutoganzsanchez.com.br.

2. O que pedimos?

• Acesse as dicas assinadas em nossas mídias Facebook (Instituto Ganz Sanchez), Instagram (@zumbidonoouvido), Twitter (@zumbidonoouvido) e blog (http://tanitganzsanchez.blogspot.com.br/) e divulgue-as ao seu público, aumentando o alcance da Campanha em sua região. 
• Se você for de São Paulo, acompanhe nossa ação física no Parque do Ibirapuera no dia 09/11; senão, acompanhe nossas notícias.
• Vista laranja, tire fotos do Novembro Laranja em sua região e nos envie para divulgarmos sua iniciativa. A dica é sempre colocar a hashtag #NovembroLaranja para que possamos localizar e divulgar sua foto.

Agradecemos sua ajuda no crescimento e sucesso do Novembro Laranja! :)




quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Barotrauma: o que é e como evitar?


Você deve ter lido recentemente que o cantor Justin Bieber, um dos queridinhos das adolescentes, vai operar os ouvidos. Por mais que ele e todos os cantores sejam do grupo de rico para lesar os ouvidos pelo som alto, a cirurgia não vai ser por causa disso, não. 
Segundo fontes, ele teve uma ruptura do tímpano (membrana interna que separa o ouvido externo do ouvido médio) durante uma brincadeira em que saltou de um penhasco para o mar. Provavelmente ele teve um barotrauma, ou seja, uma lesão por diferença abrupta de pressão atmosférica. 

Fica mais fácil entender se lembrarmos que todos nós sentimos algo diferente nos ouvidos – em geral uma sensação de tampado – durante a subida ou descida de carro para o litoral, em decolagens e aterrissagens de avião, em mergulhos de apneia ou de cilindro, em saltos do trampolim ou até mesmo em determinados elevadores modernos de edifícios altos que sobem ou descem muito rápido. Isso é normal, dura pouco tempo e significa que os nossos ouvidos estão tentando equalizar essa diferença de pressão atmosférica.

Entretanto, em algumas situações os ouvidos não conseguem equalizar a mudança de pressão. Nesses casos, a sensação de entupimento dos ouvidos dura mais tempo e pode ser acompanhada de dor, ruptura dos tímpanos ou sangramento no ouvido médio. Aí sim, fica confirmado o barotrauma. E pasmem... muitos dos barotraumas no ouvido acontecem em pessoas que têm problemas de NARIZ, ou seja, que estão resfriados ou em crises de rinite ou sinusite, já que esses problemas respiratórios dificultam a equalização da pressão no ouvido.

Um pulo do penhasco implica que o cantor estava alguns metros acima do nível do mar. Quando pulamos na água, existe grande diferença de pressão atmosférica quando aprofundamos do 1º para o 2º metro. O fato dele ter pulado do penhasco deve ter feito os tímpanos estourarem durante essa fase do mergulho. Quando a perfuração do tímpano não se cicatriza espontaneamente, é necessário fazer uma cirurgia para fechá-la artificialmente, pois o tímpano íntegro é parte importante do processo de audição normal.


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Cerumen (cera) impactado: o que é? Quem pode me ajudar?

Se você ainda acha que cera é sujeira, vamos mudar sua ideia HOJE!!! Como é que a natureza perfeita ia colocar sujeira dentro do nosso ouvido, justo um órgão tão importante para a qualidade de vida? Não faz sentido nenhum, certo?
Pois é... a cera (ou cerúmen) é absolutamente normal e deve estar presente em quantidades normais no nosso conduto auditivo (canal do ouvido). Ela serve de proteção, pois mantém o pH estável e evita infecções pelos detritos ou micro-organismos da água, poeira e areia. O conduto auditivo tem, em média, 3cm de comprimento até chegar ao tímpano. Nele existem pelos que se movimentam lentamente para fora, tendendo a jogar a cera para fora (mas só aquela que já foi usada).
Por isso, o ouvido faz sua auto-limpeza sozinho, sem precisar da ajuda (e do perigo) da limpeza exagerada (sim, quem acha que a cera é sujeira tende a limpar sempre, como se fosse falta de higiene). Pense assim: sujeira a gente põe para fora; proteção, a gente quer dentro!



E quando ocorre a cera endurece e entope os ouvidos?
O cerume impactado (ou rolha de cera) acontece quando há excesso de produção de cera ou quando um cotonete empurra a cera para dentro, impedindo sua saída natural. Quanto mais tempo a cera já usada fica dentro do ouvido porque não consegue sair (vejam bem, porque o cotonete faz um “desserviço” ao ouvido!), mais ela fica dura, escura e impactada, podendo causar perda auditiva e zumbido.
Muitas pessoas acham que quando limpam a orelha com hastes flexíveis (cotonete) estão fazendo sua higiene, quando na verdade estão empurrando a cera para dentro do conduto auditivo externo. Além disso, são muito frequentes acidentes com as hastes flexíveis, que podem causar até perfuração timpânica trazendo perdas irreversíveis.
Para evitar que o cerume se acumule, limpe apenas a parte mais externa da orelha durante ou após o banho, sem introduzir nada no canal. Pode ser com a toalha ou lenço umedecido envolto no seu dedo mindinho.

Quais os sintomas?
A sensação que o cerume impactado causa é de ouvido entupido, perda de audição ou zumbido. Se perceber isso, procure um otorrino pra confirmar o diagnóstico e fazer uma lavagem de ouvido. Evite pingar remédios, a menos que tenha sido orientado!


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Poluição sonora: os estragos vão além do ouvido!

Quem acha que a poluição sonora causa “apenas” uma perda auditiva está muuuito enganado! No mundo de hoje, conviver com barulho é algo comum para todas as idades. Muita gente até se acostuma e não sofre tanto quanto outros. Mesmo assim, alguns estragos podem acontecer aos poucos no organismo, mesmo nas pessoas que não se incomodam.

É claro que o ouvido é o principal “alvo” da poluição sonora, pois ele é a porta de entrada. E é claro que a perda de audição realmente pode acontecer! Só que, antes dela ser percebida, dois outros ALERTAS de problemas no ouvido acontecem precocemente e devem ser mais valorizados: o zumbido e a intolerância a sons.

Várias pesquisas comprovam que a poluição sonora afeta outras parte do corpo e pode causar irritabilidade, piora da qualidade do sono, doenças cardiovasculares e dificuldade de aprendizagem em crianças.

Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já reconhece a poluição sonora e seus efeitos sobre crianças e adolescentes como um problema de saúde pública. Nessa idade, os mecanismos para lidar com o estresse são menos eficazes, portanto a irritabilidade, dificuldade de concentração e frustração têm efeito direto no desempenho escolar.

Nossa dica: dê uma avaliada nos locais que você mora e trabalha para ver se está exposto(a) a barulhos frequentes. Avalie também sua exposição a barulhos na vida social, pois os estragos podem aparecer mesmo em situações de lazer!


terça-feira, 26 de agosto de 2014

Zumbido e audição podem NÃO estar associados?

O zumbido com muita frequência tem associação com algum grau de perda auditiva. Entretanto, em outros casos, ele pode estar associado a problemas emocionais (ansiedade ou depressão) e a dores frequentes na vizinhança do ouvido (cabeça, face, pescoço e ombros).

Dores musculares (chamadas dores miofasciais, por causa da fáscia – camada que recobre os músculos) em músculos próximos ao ouvido podem provocar sintomas reflexos, como zumbido, dor em pontadas, ouvido tampado e até tonturas. Nesses casos, a dor provoca o zumbido ou interfere temporariamente com seu volume.

Nesses casos específicos, a fisioterapia voltada para o tratamento dos músculos pode ajudar a melhorar os sintomas relacionados (zumbido, dor em pontadas, ouvido tampado e as tonturas citadas acima). As sessões visam restabelecer a condição muscular, melhorar a amplitude dos movimentos, aumentar a força dos músculos e controlar a dor. Vale lembrar que quanto mais próximos do ouvido, maior a chance de haver relação com o zumbido.

Então, atenção pessoal!!! Se estiverem sentindo dor na cabeça, no pescoço ou nos ombros relatem isso ao otorrino para que sejam avaliados e, se for o caso, tratados por um fisioterapeuta.


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

“Epidemia” de zumbido no século XXI: preparando nossos filhos e netos


Há 20 anos, digitar a palavra “tinnitus” no Pubmed fornecia 150 referências (1994). Já em 2012, esse número aumentou para 641, mostrando um crescimento maior que 400% nas publicações científicas. Este é um parâmetro nítido do aumento de interesse sobre o assunto, seja por parte de pesquisadores, universidades, indústrias farmacêuticas e empresas de tecnologia auditiva.
Uma possível justificativa para tal interesse está nas evidências científicas sobre o aumento progressivo de zumbido na população. Afinal, essa prevalência já subiu de 15% (National Institute of Health, 1995) para 25,3% (Shargorodsky, 2010) em apenas 15 anos, tornando-o um problema mais frequente do que a asma, surdez, cegueira ou Alzheimer. E isso já se reflete visivelmente nos consultórios de otorrinolaringologistas de todo o Brasil, haja vista a recente busca por mais informação em cursos e congressos.

Muitas pesquisas comprovaram que perdas auditivas, mesmo as bem discretas, podem causar zumbido. Além disso, quem tem zumbido com audiometria normal ainda pode ter alteração em outro exame mais sensível, que chama emissões otoacústicas. Este exame pode demonstrar lesões menores ainda no ouvido. No nosso dia a dia, quando um adulto tem zumbido, cerca de 90% das vezes já existe perda auditiva em pelo menos uma das frequências sonoras testadas na audiometria. Entretanto, em jovens a situação é diferente: eles costumam perceber zumbido antes de notarem qualquer perda auditiva. Portanto, a presença do zumbido sugere fortemente que ele seja um sinal de alerta precoce para futuros problemas e isso deveria acelerar a busca pelo diagnóstico precoce, seja ela feita por otorrinolaringologistas, clínicos, geriatras, pediatras ou hebiatras.
Em 2007, publicamos uma pesquisa como parceria entre as Universidades de São Paulo e de Iowa, que estudou 506 crianças de 5 a 12 anos (Coelho, Sanchez, Tyler, 2007). Dentre elas, 37,7% deles tinham zumbido e 19% se incomodavam com ele. Estes dados surpreendentes nos motivaram a pesquisar o problema em adolescentes, considerando que eles gostam ainda mais das situações atuais de lazer ruidoso. Assim, convidamos 170 adolescentes do Colégio Santa Cruz, uma renomada escola paulistana, para se submeterem a diversos procedimentos, após autorização dos pais, dentro do ambiente escolar. A escolha de uma escola privada foi baseada na hipótese de que seus alunos, pertencentes a famílias de classe média ou alta, teriam liberdade financeira para escolher os hábitos de lazer, o que nos permitiria observar melhor as opções escolhidas por eles.

Inicialmente, os alunos responderam um questionário para avaliar sua autopercepção de sintomas (zumbido, perda auditiva e hipersensibilidade a sons) e a exposição a potenciais fatores de risco (fones de ouvido, baladas/shows e celulares). A seguir, duas otorrinolaringologistas realizaram o exame físico e removeram cerúmen nos casos necessários, garantindo boas condições para a realização dos exames. Posteriormente, duas fonoaudiólogas realizaram, em cabina acústica, a audiometria tonal de 250 a 16000Hz, limiar de desconforto a sons (LDL), emissões otoacústicas e acufenometria (apenas nos casos em que o zumbido estava presente no momento).

Essa pesquisa, realizada com apoio da FAPESP, foi inédita porque o zumbido foi avaliado por dois métodos complementares: o questionário - que toda pesquisa faz - e a acufenometria, usada como critério de rigor para a confirmação da presença do zumbido.

No questionário dos 170 alunos, 93 (54,7%) responderam que têm ou já tiveram zumbido nos últimos 12 meses. Dentre eles, 51,1% o associaram à saída de ambientes com música alta.   Quanto à acufenometria, 49 alunos (28,8% dos 170 avaliados ou 52,6% dos 93 que relataram zumbido pelo questionário) também conseguiram medir a frequência sonora e a sensação de intensidade do zumbido dentro da cabina acústica, de modo reprodutível.

Independente se considerarmos a resposta do questionário (54,7%) - metodologia semelhante às demais pesquisas - ou a da acufenometria (28,8%), já evidenciamos que a prevalência de zumbido entre adolescentes é maior do que a de outras faixas etárias, como visto anteriormente. Ainda mais interessante foi o fato do zumbido provocar pouco incômodo (média da escala numérica de 0 a 10 = 3,58) nos adolescentes, fazendo com que eles não contassem aos pais nem procurassem ajuda médica. Pensando em termos de “epidemia”, esse parece um terreno fértil para uma “proliferação” do problema, já que esses fatores atrasam o início do tratamento e contribuem para que o zumbido se torne cada vez mais crônico.

Esta geração de jovens tem potencial para viver até os 100 anos. É possível e provável que esses ouvidos com zumbido sejam mais sensíveis a lesões no futuro, por isso devem ser avaliados com mais frequência e mais cuidado, pois poderão ter perda auditiva mais precoce do que outras gerações.
Há 20 anos, era quase unanimidade que o atendimento a um paciente com zumbido evocasse automaticamente no otorrinolaringologista um pensamento parecido com “não há nada que possa ser feito” ou “você precisa aprender a conviver com isso”. Entretanto, a investigação etiológica do zumbido e a definição da conduta terapêutica são atos próprios do otorrinolaringologista, embora o trabalho de equipe interdisciplinar seja uma ferramenta muito valiosa, em especial nos casos difíceis.
Por isso, para os interessados em ter um novo olhar sobre um problema antigo, já temos à disposição:
- um protocolo bem definido de investigação médica e audiológica para determinar as principais etiologias do zumbido e auxiliar na diferenciação dos subgrupos, auxiliando no atendimento do dia a dia;
- um protocolo de “handicap” validado e traduzido para o português, auxiliando como instrumento para pesquisas científicas;
- médicos ou centros com atendimento especializado, às vezes até bastante interdisciplinar, em nível de SUS, convênios e particulares, em várias cidades;
- cursos, painéis, mesas redondas ou plenárias sobre zumbido em todos os grandes congressos de otorrinolaringologia no Brasil, via de regra com salas cheias;
- eventos internacionais de zumbido: o International Tinnitus Seminar, existente desde 1981 e ocorrendo a cada 3 anos; o Tinnitus Research Initiative, existente desde 2006 e ocorrendo anualmente.
Assim, com o conhecimento científico crescente e condições melhores de atendimento, cabe aqui uma reflexão: a frase “zumbido não tem cura” por enquanto é verdadeira no sentido literal da palvara cura. Entretanto, por algum motivo, ela é frequentemente associada a “não ter nada para fazer”, o que não é coerente com as várias opções de tratamento publicadas, com eficácias distintas que provavelmente serão maiores, quando forem aplicadas especificamente a subgrupos de pacientes com zumbido.
Curar-se envolve, via de regra, percorrer um caminho que proporciona 100% de melhora na linha de chegada. Muitas doenças não têm cura definitiva, mas é rotina que os médicos invistam esforços pessoais para amenizar e controlar pacientes com rinite alérgica, polipose nasal, asma, hipertensão, diabetes, etc. Percorrer o caminho do tratamento do zumbido e poder obter melhora parcial, seja de 20%, 50% ou 80%, como se consegue com outros sintomas da Medicina, já poderia ser um fato mais aceito pelos otorrinolaringologistas.
Muitos mistérios ainda precisam ser desvendados e muita coisa ainda precisa ser feita para que o otorrino “abrace” o zumbido com mais naturalidade, assim como se faz com as amigdalites, nódulos de pregas vocais, desvios de septo e perfurações timpânicas.
Os vários fatores que justificam esse aumento sensível de prevalência do zumbido - maior exposição a ruído, a ondas eletromagnéticas, a erros alimentares e a estresses diários - vão continuar presentes em nossas vidas por muitos anos. Então, fica lógico entender porque até crianças e adolescentes começaram a apresentar esse problema. Infelizmente, é provável que nossas próximas gerações de filhos e netos tenham maior probabilidade de precisar de nossa ajuda para diagnóstico, tratamento ou prevenção, o que seria um motivo pessoal a mais para o zumbido entrar de vez na pauta do otorrinolaringologista.

Profa  Dra. Tanit Ganz Sanchez, Professora Associada da Disciplina de ORL da Faculdade de Medicina da USP; Presidente da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido (APIDIZ).

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Você se irrita com sons que as outras pessoas não estão nem aí? Fique de olho: pode ser misofonia ou hiperacusia!


Há anos nós atendemos pacientes que se incomodam demais com determinados sons. Eu sempre pensei neles como pessoas hipersensíveis e confesso que tinha uma tendência de “colocar várias coisas numa cesta só”.

Como meus pacientes costumam vir procurar ajuda por causa do zumbido, essa hipersensibilidade auditiva ficava misturada com a queixa principal.



Mais recentemente, algo se clareou MUITO na minha mente à medida que fui prestando mais atenção aos detalhes da hipersensibilidade auditiva. Vamos lá:

1. Alguns se incomodam com o VOLUME dos sons (ex: TV, música, vozes das pessoas, restaurantes etc). Quando fazemos o LDL (loudness discomfort levels) – um exame complementar à audiometria para estimar qual o volume que os sons começam a incomodar cada pessoa -, os resultados costumam ser alterados. Essas pessoas podem perfeitamente conviver com os sons que os incomodam, desde que o volume deles esteja mais baixo. Isso descreve os casos puros de hiperacusia.

2. Alguns se incomodam com a PRESENÇA dos sons e sua repetição, mesmo que eles sejam baixos (ex: mastigação, respiração, deglutição de saliva ou alimentos, tosse, pigarro, assoar de nariz etc). Quando fazemos o LDL, os resultados costumam ser normais. Essas pessoas não conseguem conviver com os sons que os incomodam enquanto eles estiverem presentes e isso não tem relação com o volume. Além disso, parece existir uma conexão direta entre os sons que ouvem e uma reação incontrolável de raiva e irritabilidade. Isso descreve os casos puros de misofonia ou Síndrome da Sensibilidade Seletiva a Sons (4S).

Como a Medicina é algo muito variável, os pacientes costumam ter uma mistura de ambos os tipos de hipersensibilidade: alguns incomodam pelo volume, outros pela simples presença.
Anotem esses nomes na mente de vocês: esse assunto é mais comum do que pensamos e ainda vai dar muito o que falar. O programa Fantástico vai exibir uma reportagem sobre misofonia, a princípio no dia 24-08-14, com uma participação nossa para esclarecer a população e ajudar no incentivo de formas de tratamento. Esses pacientes têm grande restrição da vida familiar, social e profissional, levando ao isolamento, tanto pelos sons como pela falta de compreensão dos familiares e amigos.

Portanto se você tem ou conhece alguém que tenha um desses problemas, informe-o para que procure seu otorrino de confiança!!!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Como proteger os pets dos barulhos da Copa?

A Copa do Mundo está na reta final, mas as festas continuam bombando, literalmente!! A cada gol, cada vitória, vários fogos de artifícios e rojões são lançados. Os humanos adoram isso! Mas... e os animais de estimação?Donos de uma grande sensibilidade auditiva (até 4 vezes maior que a nossa), os cães ficam extremamente incomodados e assustados com esses barulhos altos e abruptos.Proteja seus peta!

- coloque tufos de algodão nas duas orelhas dele durante as partidas

- tente mantê-lo em local um pouco mais afastado da bagunça; se não der, mantenha-o perto de você e abrace-o. Sentir essa segurança vai ajudar a minimizar o medo, mas não o desconforto com os sons.

- em casos extremos, veja com o veterinário se ele pode medicar. Essências homeopáticas e florais também ajudam a acalmar os cães durante o barulho das comemorações.


terça-feira, 10 de junho de 2014

Chocólatras “de castigo” têm opção mais saudável e podem facilitar a vida de seus médicos.

Quer coisas maaais gostosa do que as várias versões de chocolate, ainda mais nesse friozinho? Chocolate quente, fondue, cappuccino ou os próprios tabletes e bombons... hummm!
É uma pena que nem todo mundo pode se “esbaldar” nessa guloseima... quem tem zumbido, tontura, ouvido tampado, diabetes (ou pré-diabetes), intolerância à lactose ou ao glúten, gastrite e refluxo gastro-esofágico precisa evitar o consumo de chocolate. Para muitos, isso parece um castigo!

Agora imaginem algo com CARA de chocolate, GOSTO de chocolate, TEXTURA e CHEIRO de chocolate, mas que é uma le-gu-mi-no-sa!!! Pois é, a alfarroba já roubou uma boa parte desse mercado, pois deu origem a vários produtos nutritivos, aceitos por nutricionistas (claro, sem abuso!), com a vantagem de serem isentos de lactose, glúten e açúcar. Há alguns anos, já tem até ovo de Páscoa feito de alfarroba para que ninguém fique de castigo nessa época que o consumo de chocolate vai às alturas.



Às vezes atendo um paciente com zumbido e suspeito claramente de origem metabólica. Fico toda animada, pois para mim, parece que vai ser fácil! Quando explico a necessidade de fazer dieta sem doces para os pacientes por 1 mês (como teste inicial), sempre me surpreendo com a dificuldade que eles acham que vão ter para largar o chocolate (e os doces em geral). Mesmo quem implora e diz “Dra, faço qualquer coisa para melhorar” se vê em maus lençóis inicialmente.
Por isso escrevo esse post. A alfarroba pode ajudar nesses casos e, para quem quer manter uma vida mais saudável, é uma ótima opção se consumida com moderação. Ela tem taninos que são benéficos ao coração e às artérias, mas em excesso podem dificultar a absorção de proteínas e minerais.