Mostrando postagens com marcador atenção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador atenção. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Calmantes para dormir? MUITO CUIDADO!

Para todos os pacientes que atendo no consultório, independente dos motivos que os levaram à consulta, pergunto quais medicamentos estão em uso no dia-a-dia de cada um. Fico pasma de ver como cada vez mais pessoas usam algum calmante (com receita médica controlada) para dormir...
Eu concordo em gênero, número e grau que dormir bem é fundamental para uma qualidade de vida mínima e para manter um equilíbrio emocional razoável.


Também compreendo que algumas pessoas vivem uma vida com taaaantos problemas e com tãããão pouca habilidade de lidar com eles, que a opção mais fácil é recorrer a uma medicação. Isso de fato pode ajudar as pessoas a terem uma ou várias noites melhores, mas... ATENÇÃO!!!

1. Dormir às custas de calmantes não resolve os problemas da vida de cada um. Por isso, se você não se mexer, os problemas continuam e já tem grande chance de você ter que prolongar os medicamentos. Por isso, analise o que VOCÊ pode fazer para melhorar! Mesmo quando você acha que o problema é por causa do comportamento da pessoa A ou B, pense bem como VOCÊ pode mudar seu comportamento para ajudar a resolver tais problemas... um passinho de cada vez faz diferença. Puxar a responsabilidade para si mesmo pode lhe dar mais opções de sucesso do que ficar eternamente se fazendo de vítima da situação.
2. Muitos dos calmantes prescritos de rotina por aí, em especial os benzodiazepínicos, PIORAM a qualidade de sono. Entenda bem: por mais que eles façam você dormir mais cedo, a qualidade do sono depois que você fecha os olhos é muito diferente do sono natural. Por isso muitas pessoas acordam ainda com a sensação de cansaço.
3. O mesmo acontece com a bebida alcóolica. Segundo um dos meus ótimos professores nas aulas de Distúrbios do Sono, “álcool é garantia de noite agitada”. Funciona da mesma maneira: dá sono antes, mas a qualidade fica comprometida. Por isso, o hábito de “beber para acalmar” pode não ser a melhor estratégia para quem tem distúrbios do sono.
4. Uma pesquisa franco-canadense publicada na British Medical Journal alertou para o risco do uso prolongado (mais de 3 meses) de benzodiazepínicos à demência, aumentando em até 51% a chance de desenvolver o Mal de Alzheimer.

Precisam de mais argumentos??? Vamos ser felizes, gente! Resolver os problemas que a vida nos coloca é uma arte! Jogar o lixo (mágoas, decepções, raivas) para fora é fundamental pra nos colocar no caminho certo!!!


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Brinquedos sonoros podem prejudicar a audição do seu bebê

Muitos pediatras defendem a estimulação precoce dos bebês. Uma forma de fazê-la é deixar o bebê em contato com objetos diferentes para que ele possa “se divertir” enquanto está acordado. A visão é estimulada pelas cores desses objetos, o tato pelos diferentes tecidos e a audição, pelos sons emitidos. Por isso, as mamães adoram enfeitar o berço dos bebês com brinquedos sonoros. É um modo de entretê-los e acalmá-los..., MAS precisamos prestar atenção no nível de ruído!

Os ouvidos dos bebês são sensíveis e estão em processo de maturação. Alguns brinquedos sonoros emitem sons particularmente agudos e altos. Lembro bem da fase que minhas filhas eram bebês: eu até colocava uma fita adesiva em cima do microfone de alguns dos presentes sonoros que elas ganhavam para garantir que não ultrapassem 80 decibéis. Hoje em dia, com os smartphones, é fácil baixar um aplicativo que ajude a medir o nível de decibéis dos brinquedos e dos sons que chegam ao berço dos nenês.

A Organização Mundial da Saúde anuncia que um barulho de 70 decibéis já pode ser desagradável para alguns ouvidos, embora muitos não se incomodem nesse volume. Porém, acima de 85 decibéis já começa a haver risco de lesão do ouvido, mesmo para quem não se incomoda com esse volume mais alto.

Por isso, o contato frequente com brinquedos barulhentos pode lesar os ouvidos de crianças de 0 a 3 anos, de modo irreversível. Quando isso acontece, pode prejudicar também o desenvolvimento da fala e o aprendizado de um modo geral.

Percebeu o tamaaaaaanho do problema?? Quando for comprar um brinquedo para o seu filho, confira se ele tem o selo de qualidade do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) e da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos). Esse selo garante que os brinquedos não trazem risco à segurança e saúde da criança, pois passaram por diversos testes ante de chegar às prateleiras.


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Perfil de personalidade pode ter relação com o sofrimento do zumbido

Cada vez mais pessoas têm zumbido no mundo todo e, diferente do que se pensa, isso não é exclusividade dos idosos. Até crianças e adolescentes têm zumbido com frequência, porém a maioria deles não se incomoda com a presença do som.

Por isso, cada vez mais os pesquisadores entendem que “não basta ter zumbido”, algo mais tem que acontecer para que o sofrimento com ele apareça.

Uma das possibilidades tem a ver com o perfil de personalidade. Todo mundo sabe que a vida oferece inúúúmeros motivos para uma pessoa se estressar, ficar ansiosa ou deprimida... mas nem todo mundo fica!! Alguns têm uma habilidade natural (ou aprendida) para lidar melhor com as dificuldades ou para  aceitar melhor as perdas do que outros.



Pesquisadores do National Institute for Health Research (NIHR) em Nottingham descobriram que as pessoas solitárias, preocupadas, ansiosas ou com instabilidade de humor têm mais incômodo com o zumbido do que outras pessoas. Portanto, concluíram que as pessoas com perfil de personalidade neurótico têm mais tendência de sofrer mais com o zumbido.

Outras pesquisas já haviam demonstrado que o perfil perfeccionista e metódico também. Por isso, hoje eu aceito numa boa que “não basta ter zumbido”; precisamos ver “quem” tem esse zumbido – identificar o perfil de personalidade faz parte dessa abordagem mais holística, ampla e profunda que nós fazemos de rotina no Instituto Ganz Sanchez, olhando a pessoa como um todo.

Por isso, em paralelo com o tratamento do zumbido, procure levar uma vida com mais acesso ao lazer/prazer, mesmo sabendo que isso é difícil em algumas profissões. Lembre-se SEMPRE: procurar ajuda médica precoce faz toda a diferença para o sucesso do tratamento!

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Zumbido e vertigem em crises: sinais da Doença de Ménière



Nome francês e difícil de escrever (com dois acentos!), homenageia o pesquisador Prosper Ménière que descreveu o problema no século XIX. Essa doença pode ser um verdadeiro “tsunami” na vida de quem a tem...

As pessoas que sofrem “só” com zumbido no ouvido já sabem o quão chato isso pode ser. Como “besteira pouca é bobagem”, imaginem sofrer também com crises de vertigem, que duram horas a dias, e ainda vêm junto com ouvido tampado (“pressão no ouvido”) e perda de audição? N-i-n-g-u-é-m merece!!
Esse conjunto de sintomas caracteriza a Doença de Ménière, que ocorre pelo aumento da pressão da endolinfa (líquido existente dentro do labirinto, que fica dentro do ouvido).

Então Doença de Menière é o mesmo que labirintite? NÃO, mas é um dos tipos! No começo, essa doença ocorre em crises que voltam ao normal, mas ela pode ser progressiva, com crises mais frequentes e riscos de perda de audição e zumbido constantes.

Se esse é o seu caso, está mais do que na hora de procurar um otorrino da sua confiança para tratar o quadro atual e ainda evitar piora no futuro!