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quarta-feira, 19 de abril de 2017

XXX CURSO TEÓRICO-PRÁTICO INTENSIVO DE ZUMBIDO 
03/06 na Sede do Instituto Ganz Sanchez - São Paulo

Nesta turma, compartilharemos as novidades do:  I Word Tinnitus Congress (maio-Polônia)

Caros amigos otorrinos e fonos, convidamos vocês para o 30ª  Turma do CURSO TEÓRICO-PRÁTICO INTENSIVO SOBRE ZUMBIDO 

Sempre inovando; este é nosso jeito! Usando a conhecida didática e capacidade de síntese para compartilhar ideias, abordaremos tudo que é relevante para o atendimento de pacientes com zumbido em consultório. Diferente de outros cursos previamente ministrados pela Dra Tanit, este evento terá a participação prática e ativa da plateia em todas as aulas. Para melhor aproveitamento do conteúdo prático, este curso é aplicado a pequenas turmas (30 vagas por curso), de modo informal e com tempo para troca de experiências entre os participantes. Por ser um trabalho de equipe, sugerimos a participação de duplas de otorrinos+fonos para aumentar a probabilidade de implantação do aprendizado nos consultórios.

Organização:            Profa Dra. Tanit Ganz Sanchez (Otorrinolaringologista Livre-Docente pela FMUSP, Diretora-Presidente do Instituto Ganz Sanchez 

Gerência Financeira e Administrativa: Luzia Feitoza e Isabel Gomes

Público alvo: Otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos

Data:              Sábado, 03/06/2017

Local:             Av. Padre Pereira de Andrade, 353 - Alto de Pinheiros

Contato:        (11) 3021-5251 ou contato@institutoganzsanchez.com.br

Inscrições:     R$ 494,00 (acesso às aulas, coffee-breaks, almoço e certificado). Ficha de Inscrição: acesse aqui.

Forma de Pagamento: 
- Boleto Bancário: favor solicitá-lo através de Telefone: (11) 3021-5251 ou e-mail: contato@institutoganzsanchez.com.br.

Esperamos por você!

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Zumbido é coisa dos tempos modernos?


De  jeito nenhum! Zumbido é um assunto muito, muito antigo. Acreditem se quiserem: como tudo que é difícil de ser compreendido, ele ficou muito tempo sendo interpretado com conotações de magia.
O papiro de Ebers, do século XVI a.C., cita o zumbido como “um ouvido enfeitiçado” e o tratamento era “tirar o feitiço” com óleos no ouvido. Entre os assírios, por volta de 700 a.C., era comum a crença de que “se a mão de um fantasma toca um homem, os seus ouvidos apitam”.
Só na Idade Média é que o zumbido começou a ser tratado de modo mais individualizado. No século XX, vários passos importantes contribuíram para o avanço do conhecimento sobre o zumbido: a criação dos eventos científicos em várias partes do mundo, a formação de algumas associações sem fins lucrativos em diversos países, o franco aumento das publicações científicas e leigas, etc. Portanto, recentemente, mais profissionais estão se sensibilizando e investindo no conhecimento do zumbido para tratá-lo adequadamente e melhorar a qualidade de vida do paciente. Isso por si só já significa uma grande esperança!
Outra coisa interessante: você sabia que muitas pessoas "normais" podem perceber sons em seus ouvidos quando estão no silêncio? Pois é! Em 1953, uma pesquisa simples realizada na Inglaterra mostrou que muitas pessoas saudáveis perceberam sons quando permaneceram alguns minutos dentro de uma cabine à prova de som, prestando atenção em seus ouvidos. Na verdade, cada pessoa que entrava na câmara tinha a ilusão de que ouviria algum som dado pelos pesquisadores. Só que eles permaneceram no silêncio o tempo todo, apenas prestando atenção a seus ouvidos! Para surpresa de todos, 94% dessas pessoas perceberam sons compatíveis com zumbido durante o período de silêncio…
Nós reproduzimos essa pesquisa aqui no Brasil em 2007, como projeto de doutorado de uma aluna, a Keila. Usando um pouco mais de rigor científico, vimos que cerca de 70% de pessoas saudáveis realmente percebe sons nos ouvidos quando está em silêncio e com a atenção seletiva voltada para os ouvidos.
Nessas duas experiências, há uma lição muito interessante: muitas pessoas percebem zumbido em silêncio e, portanto, este é um comportamento normal nessas condições! Sabe por quê? No silêncio, a via auditiva está temporariamente privada de receber sons, e como o zumbido é o único som presente nessa situação, o cérebro avidamente presta atenção nele.
Isso simplesmente demonstra que nossa via auditiva funciona o tempo todo, mesmo quando não há sons externos para serem ouvidos. Resumindo, algumas pessoas têm a capacidade de perceber sons de baixíssimo volume dentro de seus ouvidos quando estão no silêncio, pois esses sons representam o próprio funcionamento da via auditiva. Portanto, não há nada de errado nisso e alguns até o chamam de ‘som do silêncio’!
Se você é uma dessas pessoas que:
1. só percebe um zumbido no silêncio do seu quarto, poucos minutos antes de dormir;
2. já fez avaliação médica que não mostrou perda auditiva ou nada mais que precise de tratamento;
3. não tem nenhum incômodo com seu zumbido;
Então, não se preocupe tanto… isso PODE fazer parte do que é considerado normal!
Para aqueles que se incomodam com o zumbido na hora de dormir, já dá para perceber que o silêncio e a atenção na via auditiva são dois grandes inimigos dessas pessoas, certo? 
Assista os vídeos da TV Zumbido (www.tvzumbido.com.br). Lá tem conhecimento para todos!!!

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Por que ouvimos zumbidos?


Primeiro, saiba que você não está sozinho! Hoje são mais de 28 milhões de brasileiros que sofrem desse mal L. Segundo a Organização Mundial da Saúde, são 278 milhões no planeta: uma verdadeira multidão!
É impressionante como cada pessoa parece ouvir um zumbido “personalizado”: apito, chiado, cigarra, grilo, panela de pressão, cachoeira, chuva, escape de ar etc. A maioria se adapta bem, mas às vezes, o sono, a concentração e o equilíbrio emocional são altamente afetados. 
Por causa dessa grande heterogeneidade (e olha que nem falamos hoje das centenas de causas!), não faz sentido achar que um único de tratamento vai conseguir melhorar todas as pessoas. Existem, SIM, várias opções personalizadas de tratamento, mas tudo depende do caso, pois nenhuma é “mágica”. De qualquer jeito, mais de 70% dos pacientes já consegue ter melhora parcial do zumbido quando um tipo de tratamento é bem indicado.

Mesmo assim, sempre é bom lembrar que precisamos de uma boa BASE para os ouvidos funcionarem bem. Por isso, valorize os pequenos achados e tente mudar, ao invés de só querer “um remedinho”. Mudanças de hábitos podem ser uma ótima solução, mas elas exigem esforços que nem sempre as pessoas estão a fim de fazer. Confira logo a baixo:


COLESTEROL 
A gordura obstrui as artérias, entre elas a auditiva, impedindo também a chegada do oxigênio que ativa os nervos do ouvido interno. 

CIGARRO 
Substâncias químicas do cigarro dificultam a oxigenação no organismo, e a falta de oxigênio no ouvido causa falhas de audição e ruídos. 

MÚSICA ALTA 
O excesso de volume pode danificar o tímpano, prejudicando o envio de ondas sonoras para o cérebro.

AÇÚCAR 
O excesso de insulina pode prejudicar os estímulos elétricos das vias neurais - o que inclui aquelas que levam informações do ouvido para o cérebro. 

CAFÉ 
Em muita quantidade, este estimulante aumenta o fluxo sanguíneo. Quando o do ouvido acelera muito, pode causar distúrbios auditivos. 

ÁLCOOL 
O álcool faz o cérebro passar a receber informações erradas sobre nossa posição no espaço. Do chão rodando para vertigem e ruídos, bastam alguns goles. 

Fonte Rosa Maria Rodrigues dos Santos, da Faculdade de Medicina da USP; American Physician’s Desk Reference ; Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).




terça-feira, 10 de junho de 2014

Chocólatras “de castigo” têm opção mais saudável e podem facilitar a vida de seus médicos.

Quer coisas maaais gostosa do que as várias versões de chocolate, ainda mais nesse friozinho? Chocolate quente, fondue, cappuccino ou os próprios tabletes e bombons... hummm!
É uma pena que nem todo mundo pode se “esbaldar” nessa guloseima... quem tem zumbido, tontura, ouvido tampado, diabetes (ou pré-diabetes), intolerância à lactose ou ao glúten, gastrite e refluxo gastro-esofágico precisa evitar o consumo de chocolate. Para muitos, isso parece um castigo!

Agora imaginem algo com CARA de chocolate, GOSTO de chocolate, TEXTURA e CHEIRO de chocolate, mas que é uma le-gu-mi-no-sa!!! Pois é, a alfarroba já roubou uma boa parte desse mercado, pois deu origem a vários produtos nutritivos, aceitos por nutricionistas (claro, sem abuso!), com a vantagem de serem isentos de lactose, glúten e açúcar. Há alguns anos, já tem até ovo de Páscoa feito de alfarroba para que ninguém fique de castigo nessa época que o consumo de chocolate vai às alturas.



Às vezes atendo um paciente com zumbido e suspeito claramente de origem metabólica. Fico toda animada, pois para mim, parece que vai ser fácil! Quando explico a necessidade de fazer dieta sem doces para os pacientes por 1 mês (como teste inicial), sempre me surpreendo com a dificuldade que eles acham que vão ter para largar o chocolate (e os doces em geral). Mesmo quem implora e diz “Dra, faço qualquer coisa para melhorar” se vê em maus lençóis inicialmente.
Por isso escrevo esse post. A alfarroba pode ajudar nesses casos e, para quem quer manter uma vida mais saudável, é uma ótima opção se consumida com moderação. Ela tem taninos que são benéficos ao coração e às artérias, mas em excesso podem dificultar a absorção de proteínas e minerais.